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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Vivendo e Aprendendo

THE MEKONS - "So Good It Hurts"


Essa é uma daquelas bandas que, certamente, eu teria curtido durante a minha adolescência, se na época eu tivesse descoberto The Mekons. Afinal a banda é inglesa (original de Leeds), nasceu no final dos 70, ou seja, auge do Punk, Post Punk, New Wave, Ska e todo aquele caldeirão de estilos que originou The Clash, Gang of Four, The Fall, PIL e por aí vai.

O interessante começa justamente pela origem da banda. Ouvindo The Mekons agora, me remeteu a uma banda americana com influências de Talking Heads (que aliás nesse álbum se sobressaem). Ouvindo algo mais antigo da banda a veia Punk estava mais evidente como em "Never Been in a Riot" or "32 weeks", mas já se notava um Punk "destilado" bem ao estilo de The Fall.

Pelo que li So Good it Hurts é um ponto fora da curva da banda, mas ainda sim, me agradou e, já me interessei por conhecer os demais álbuns e entender melhor what´s all about.

Desse álbum eu destaco algumas pérolas marcantes: "Ghosts of American Astronauts" (uma levada british belíssima, melódica, cadenciada e toca na alma), "Road to Florida" (um soluço pós punk nesse álbum) e "Revenge" (viva o Ska!).

O grande ponto é que, mesmo descobrindo The Mekons somente agora em 2017, posso recomendar a todos os que sentiram certa "nostalgia" dos áureos tempos 80´s, que muitos insistem em chamar de "a era perdida"... e só posso dizer que sinto por ter perdido a chance de conhecer antes essa banda.

Ouçam a belíssima "Ghosts of American Astronauts" by The Mekons.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Descompromissado

MARK KNOPFLER & EMMYLOU HARRIS – “Real Life Roadrunning”

Zapeando era o que estava fazendo quando parei no canal BIS (120 da NET) e estava iniciando o show Real Life Roadrunning do Mark Knopfler e Emmylou Harris.

Admito que não tinha idéia de quem era Emmylou Harris, mas parei para assistir e que surpresa viu!

Um som meio folk meio country, ótimo para uma manhã enquanto se está em processo de despertar por completo…e ouvindo Real Life Roadrunning o fazemos de maneira bem tranquila, harmônica e te carrega com uma energia bem equilibrada.

Se voce estiver interessado haverá uma reprise no dia 30/04. Se puder veja… vale a pena!

sábado, 9 de novembro de 2013

Não é para todos os momentos, mas…

ANGEL OLSEN – “Halfway Home”

Nunca havia imaginado que tal combinação pudesse oferecer tal sonoridade, mas imaginem uma simbiose onde de um lado temos uma nuance suave, folk, que lembra Tracy Chapman em alguns momentos. Adicione agora uma dose de certa da angústia sofrida, dolorosa e melódica de Beth Gibbons (Portishead).

Essa seria uma maneira de tentar contextualizar o que é a música de Angel Olsen em seu álbum Halfway Home.

A sonoridade “acústica” com instrumentos discretos faz o pano de fundo perfeito para a declaração das dores da alma que sua voz angustiada revela com primazia.

Tenho ouvido esse álbum com certa frequencia ultimamente, mesmo estando num humor contrário à sua essência, mas uma coisa é fato não é um álbum para todos os momentos, mas para os momentos em que ele está presente, é perfeito.

Angel Olsen Official Site

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Além dos comerciais de TV

ASELIN DEBISON - “Sweet is the Melody”

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É bem provável que você não conheça essa garota pelo nome (pelo menos eu não a conhecia), mas certamente você a reconhecerá pelo comercial do Mercado Livre, cuja a trilha foi cantada por ela.

As referências musicais dessa Canedense de 21 anos foram além de uma trilha sonora para uma propaganda de TV. Enveredaram-se por caminhos folk-pop e nisso já se vão três álbuns lançados por ela.

Sweet is the Melody é o debut de Aselin Debison lançado em 2002, quando tinha 12 anos de idade. O álbum tem duas vertentes, eu diria. Quando ela se direciona para o pop mais “clássico” de cantoras adolescentes norte-americanas não chama tanto a atenção assim (até porque o estilo em si é bem “água com açucar”).

Por outro lado, ao se dedicar às influências folk aí sim esse álbum ganha seu valor. Canções como “Moonlight Shadow”, “Driftwood” e “Some Days” (que aliás até lembra a levada de Jack Johnson) são exemplos daquele sonzinho descontraído, descompromissado, bom de se ouvir como puro entretenimento.

Há que se destacar nesse álbum a excelente versão para o medley do cantor Havaiano Israel Kamakawiwo´ole.

Aselin Debison já tem na bagagem quatro álbuns lançados, sendo o último de 2010 chamado Homeward Bound. Não sei há quantas anda o som dessa garota, mas Sweet is the Melody merece ser ouvido, de novo, pelo seu lado mais folk.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Introspecção Country

THE GO ROUND - “Gone”

imageVocê começa a ouvir Gone e não há dúvidas que estamos diante de um exemplar do folk-country, porém há algo que coloca esse álbum num outro patamar.

As faixas vão se sucedendo e sem se dar conta você está numa viagem ao fundo da alma. Uma certa angústia “indie” lhe invade (e não é algo ruim, apesar de soar assim).

Esse é o pilar que leva The Go Round, banda do Brooklyn formada por Brandon Whightsel e Richard Duke, a uma categoria diferente no mundo indie-folk. As músicas não buscam uma “alegria” própria do estilo, elas passeiam, ou melhor, te conduzem a um passeio emocionado, lastimoso, sentimental e belo, sem dúvida.

Um álbum que precisa de alguns minutos de assimilação a cada faixa, mas que alimenta a alma a cada audição.

E você pode baixá-lo pelo sistema “name your price”, ou seja, pague o quanto quiser pelo link http://thegoround.bandcamp.com/. Vale a pena!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nunca é tarde…

NANCY SINATRA - “The Essential” e “Nancy Sinatra”

[AllCDCovers]_nancy_sinatra_the_essential_nancy_sinatra_2006_retail_cd-front A primeira vez que ouvi Nancy Sinatra foi cantando em parceria com ninguém menos que Morrissey (ex-vocalista dos Smiths). A canção “Let Me Kiss You”, uma verdadeira paulada poética na alma, típica desse inglês de Manchester.

Rapidamente minha curiosidade ficou aguçada e lá fui eu atrás de conhecer mais do trabalho dela e me encantei.

Dona de uma enorme discografia entre álbuns próprios, participações e colaborações, trilhas sonoras e coletâneas, ela ficou sem gravar por um longo período (1971 – 2004) e sua volta se deu justamente lançando o álbum Nancy Sinatra com Morrissey e Bono Vox como participações, entre outras.

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Esse em particular é uma daquelas jóias que deve fazer parte da discografia de qualquer pessoa com bom gosto musical. Canções marcantes, emotivas e que podem ser a trilha sonora para muitas ocasiões.

Confiram o quanto antes!

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