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domingo, 22 de junho de 2014

Reveja seus conceitos

BEN L´ONCLE SOUL – “Ben L´Oncle Soul”
Ben L'Oncle Soul
Se a palavra Soul te remete a um estilo musical "moroso" e com baixa "energia"... você precisa rever seus conceitos musicais e conhecer Ben l'Oncle Soul.

E se pra você cover é reprodução de uma música alheia de quem não tem criatividade... uma vez mais você precisa ampliar suas referências e ouvir Ben l'Oncle Soul.

Em seu álbum homônimo esse Francês, nascido Benjamin Duterde, trabalha essas duas referências com maestria.

Ele abre álbum com um cover de “Seven Nation Army” do White Stripes que consegue manter a energia da versão original,  mas numa vibe sonora totalmente distinta e cheia de personalidade.

A guitarra intensa do White Stripes abre caminho para um contrabaixo pronunciado,  o qual em conjunto com a bateria bem marcada garantem um swing fantástico.

Mas isso é apenas a primeira faixa.  Na sequência Ben consegue transgredir outra máxima. .. a do idioma francês. Com sua voz intensa, porém melódica vai passando faixa por faixa numa viagem musical com swing, melodia e uma musicalidade que cabe bem naqueles momentos especiais.

Aos puristas de plantão, por outro lado, um aviso... aceitem o lado "pop" que messieur Duterde lhe oferece,  pois não compromete em nada a essência musical desse álbum. pelo contrário, nos garante um passeio agradável com o conforto e a segurança que somente algo "familiar" pode nos proporcionar.

Ouçam e confiram Ben L´Oncle Soul


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

É blues…mas é diferente

ALABAMA SHAKES – “Boys & Girls”

Boys & Girls

A voz é a clássica voz do Soul e do Blues. Aquela voz rouca, intensa, emocionada.

Nesse caso, a dona de tal voz é Brittany Howard.

A sonoridade também bebe nas raízes dos anos 60 & 70, mas traz uma energia mais intensa, uma levada com mais energia, o que apenas torna a sonoridade do Alabama Shakes ainda mais interessante.

Conheci esse quarteto num dos episodios do Jools Holland, o que apenas reforça a qualidade e bom gosto que este músico-apresentador tem para selecionar seus convidados.

No programa ou vi duas músicas. No mesmo momento fui ouvir o álbum inteiro. Resultado? Continuo ouvindo várias vezes ao dia.

Alabama Shakes Official Site

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Meio ponto fora da curva

BONOBO – “Black Sands”

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Uma dúvida pairou na minha cabeça sobre fazer ou não esse post.

A dúvida veio porque o som do Bonobo foge um pouco ao que costumo apresentar aqui no blog, mas quem sou eu para decidir o que os outros vão ouvir? Eu apenas apresento as sugestões. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é que um mudança começou a aparecer em meio a audição do álbum Black Sands, quarto álbum de Simon Green, o homem por trás do Bonobo.

DJ inglês, Bonobo inicia Black Sands com um toque de Trip Hop e muita influência da música eletrônica. Eu diria que o álbum começa se apresentando como um “Lounge Eletrônico”. Boa música, mas o “eletrônico” aqui me incomodou um pouco. Entretanto, no decorrer do álbum se percebe a adição de outras influências como jazz e soul (em especial nas faixas “El Toro” e “We Could Forever”), onde as batidas sintetizadas abrem espaço para um belíssimo trabalho de uma bateria bem elaborada e que confere uma dose de sofisticação e personalidade a esse álbum.

O álbum segue uma linha instrumental, com exceção de três momentos nos quais Andreya Triana se apresenta, e muito bem, nos vocais (“Eyesdown”, “The Keeper” e “Wonder When”).

O resumo disso tudo é o seguinte. O lado eletrônico do álbum não chega a desagradar, já que a levada trip hop segura bem a vibe dessas faixas, mas não tira Black Sands de um parâmetro conhecido, porém quando as demais influências entram em ação, aí sim, faz toda diferença ouvir Bonobo.

Bonobo Official Site

Bonobo no MySpace

terça-feira, 29 de março de 2011

…e a mulher surgiu!

ADELE – “21”

imageO seu primeiro álbum, 19, era bem sugestivo no título. Um momento de ruptura, (para alguns saindo da adolescência para a fase adulta). No caso de Adele, se posicionando entre as musas da música britânica com um estilo híbrido – nem tanto ao soul, nem tanto ao pop, “in between”.

Curiosamente, seu segundo álbum segue uma linha cronológica no nome, cá vivemos 21. E, também é um nome sugestivo, pois marca a maior idade, a mulher aparece!

E, como!!! Sua voz está mais forte, mais marcante. Suas canções estão mais intensas melodicamente. As letras transitam na mesma temática, mas percebe-se o “amadurecimento do tempo”.

Adele 21 promete e nos deixa na expectativa dos anos vindouros.

Adele no MySpace

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tem que coisas não precisam mudar

ARCTIC MONKEYS  - “Humbug”

arctic O Arctic Monkeys é uma daquelas bandas que ao estilo “mineirinho”, devagar, no meio de uma onda de outras bandas, implacou o seu estilo, sua personalidade de uma maneira marcante.

E o seu mais recente álbum, Humbug, traz à tona, vem reforçar isso, ainda que apresente um Arctic Monkeys um pouco diferente.

Se nos álbuns anteriores, especialmente no primeiro, a energia “juvenil” e acelerada da banda era evidente, e deixava margens para se duvidar de sua existência futura, o mesmo não se diz de Humbug.

Os riffs de guitarra latentes lá estão. Uma ou outra acelerada também, mas esse álbum mostra a banda se enveredando por um caminho mais sóbrio e “sombrio”, eu diria, mas sem perder sua autenticidade.

Pode não ser o álbum preferido dos fãs que curtem “Brainstorm” ou “The view from the afternoon”, mas mostra uma banda em evolução, e isso faz toda a diferença.

JOSS STONE - “Colour me free!”

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Conheci Joss Stone já no seu debut, The Soul Sessions, cujo título é muito mais que sugestivo.

Naquele álbum, Joss apareceu como algo surpreendentemente belo, sensual, com o swing e os elementos que o R&B/soul apresentam.

Posteriormente, vi seu DVD Mind Body and Soul Sessions – live in New York City. E, creio que só ao vivo de verdade, poderia ser melhor.

Mas, algo aconteceu entre aqueles álbuns e o DVD e o seu mais recente CD – Colour me Free!. E algo triste, eu diria.

Joss Stone deixou-se levar por um lado “pop” na sua sonoridade, perdendo os elementos que a elevaram a condição de musa (não apenas por sua beleza). Aliás, elementos de um “pop” alá American Idol ou algo assim.

Suas canções estão mais “simples”, menos envolventes. Cairam numa “vala comum”, embora ainda se ache sua essência em faixas como “Governmentalist”.

Que este desvio seja apenas um reflexo temporário da “liberdade” solicitada por ela no título deste álbum. E, que a Joss Stone, retorne em breve.

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