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domingo, 1 de junho de 2014

Eletro Trip

PURITY RING – “Shrines”
Shrines

É eletrônico, mas não é assim… dançante.

É pop, mas não é assim… popular.

Assim podemos começar descrevendo a sonoridade, incrivelmente, envolvente do duo Synth-Pop canadense Purity Ring.

Lançado pelo selo 4AD… e diga-se de passagem não poderia ter sido lançado por outro, o próprio site da 4AD comenta “Purity Ring faz canções de ninar para as pistas de dança (Purity Ring make lullabies for the club)”.

E essa não poderia ser a melhor síntese do trabalho de Corin Roddick e Megan James nesse debut lançado em 2012.

De um lado a sonoridade leve, onírica, sofisticada nos envolve num “abraço sonoro” sutil, aconchegante e
nos conduz a uma viagem prazerosa entre teclados, samplers e batidas que fazem um papel, eu diria, secundário para uma banda de eletrônico, mas que cai como uma luva para os vocais de Megan.

Com uma voz que traz uma simbiose entre a inocência e o encanto de uma criança e lado lúdico e a sutileza do mundo dos sonhos, Megan nos conduz por uma trilha que, quando menos esperamos, traz motivos e sensações lúgubres, levemente assustadoras, porém suavemente encantadoras.

Se você já leu Sandman, o clássico dos quadrinhos adultos criado por Neil Gaiman, consegue entender,
perfeitamente, o que esse mix antagônico de sensações significa. E eu até diria que Purity Ring seria a trilha sonora perfeita para uma versão cinematográfica de Sandman.

É doce… mas assustador.

É pop… mas alternativo.

É inocente… mas profundo.

É complexo… mas muito prazeroso… afinal quem disse que o mundo dos sonhos tem ordem!

Viagem com Purity Ring.


sábado, 26 de abril de 2014

Intensidade Etérea

POLICA – “Give You The Ghost”

Give You the Ghost

Uma combinação inusitada… um resultado surpreendente!

É assim que se sente ao iniciar a audição do debut album do Poliça – Give you the Ghost” e termina-la.

A voz infantil, quase angelical de Channy Leanegh, por si só já seria um convite ao onírico.

Agora com o reverb ecoando em quase todas as faixas, etéreo está lá nos conduzindo a uma viagem. Mas, não espere uma viagem tranquila, pois complementando-a temos batidas cheias de contratempos e “viradas” marcantes, com um “swing” todo especial, digno dos grandes ícones do Trip Hop.

 

Você deve estar se perguntando o mesmo que eu quando ouvi Poliça… como uma mistura dessas dá certo?

Eu te digo que não dá certo…. dá maravilhosamente certo… harmonica e envolventemente certo!

Aliás, o mais surpreendente é isso… numa combinação inusitada, com elementos, em princípio díspares e incongruentes, o resultado é algo mágico, intenso e sensível.

O que posso dizer mais sobre Poliça?… OUÇAM POLIÇA!!!

Poliça Official Site

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Pego na contramão

THE XX – “Coexist”

Olhando as fotos dessa banda e avaliando o seu nome na hora veio à minha mente algo no estilo de Glasvegas ou She Wants Revenge.

E fui pego na contramão no melhor sentido possível.

Nada de Shoegazer. Nada de distorções ou batidas fortes e marcantes. Aqui você entrará numa viagem sutil, delicada onde o onírico impera através de um teclado contínuo e uma guitarra que bem nos levará a referências sofisticadas como Durutti Column ou Dif Juz.

The xx

Esse trio recém saído do High School também mescla nuances soturnas dignas dos clássicos 80´s do estilo, mas tudo isso se ameniza ou melhor, ganha um nova aura com os vocals delicados e belos de Romy Madley Croft.

Um álbum versátil que atende gostos e situações diversas e com muito muito bom gosto.

The XX Official Site

Confira Coexist na íntegra.

domingo, 8 de janeiro de 2012

São poucos, mas existem.

SIGUR RÓS – “Inni”

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Um dos grandes álbuns ao vivo que já ouvi foi Nocturne da Siouxsie and the Banshees. Alguns outros passaram pelas minhas mãos nesse tempo, mas sem grande impacto, já que álbum ao vivo tem dois grandes defeitos: 1 – a banda gosta de inventar versões que matam algumas músicas. 2 – aparece tanto a platéia gritando e aplaudindo que a compromete a audição.

Dito isso, preparem-se para se surpreender com esse fantástico álbum ao vivo do Sigur Rós, que também figura na lista da NME – 25 albums you must hear this autumn.

A primeira surpresa fica por conta da qualidade do som. Em muitos momentos você vai se perguntar se é realmente um álbum ao vivo. A banda consegue manter a aura de suas músicas intactas, envolventes, perfeitamente lindas como são em estúdio.

E essa é a segunda surpresa. Que belíssimo álbum!

Com uma habilidade indescritível, um talento sem precedentes e uma sensibilidade aguçada, Sigur Rós é inebriante em Inni. Soturno, melancólico, melódico e envolvente, esse álbum vai te transportar para dimensões que ampliarão, e muito, as suas referências e amplificarão os seus sentimentos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Se assim posso dizer

AU REVOIR SIMONE – “Verses of Comfort, Assurance & Salvation”

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Não vou me estender nos comentários sobre Au Revoir Simone, não porque não haja o que falar, mas porque o seu tempo tem que ser dedicado a ouvir, apreciar e se encantar com esse belíssimo álbum desse trio feminino de Nova York.

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Ouvir Au Revoir Simone é passear por um caminho indie-eletro-pop, se assim posso dizer, onde a simbiose entre os estilos foi tão majestosamente elaborado que se há oscilação para um ou outro lado, esse é um detalhes totalmente sem importância, já que o resultado é encantador.

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Au Revoir Simone Official Site

Au Revoir Simone no MySpace

domingo, 30 de outubro de 2011

Simples e Feliz

STARS – “Heart”

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O dia estava horroroso. Nublado, cinzento, com garoa, perfeito para ficar em casa.

Olhei para o MP3 e procurei por algo novo para ouvir. Como tinha acabado de baixar Stars eles foram os escolhidos. E acho que os céus ouviram as minhas preces, pois ao ouvir o som dessa banda de Toronto foi como se o céu se abrisse num belo dia ensolarado de domingo.

A espinha dorsal é um indie pop na sua vertente mais melódica, porém um indie que passeia por nuances tão distintas e intrigantes quanto synth pop, psicodelismo e até elementos suaves do dream pop.

Stars consegue nos envolver numa nuvem de tranquilidade, não importando a tempestade que se apresente.

Para resumir….belíssimo!

Stars Official Site

Stars no Myspace

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O que há de errado com o domingo?

SUNDAY MUNICH – “Pneuma”

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Os Europeus tem uma relação intrigante com o domingo quando se trata de música (vide “Everyday is like sunday” – Morrissey ou “Sunday Bloody Sunday” – U2), mas pelo visto essa relação atravessou o oceano e atacou os EUA que trazem Sunday Munich, banda de Chicago.

Ao descobrir Sunday Munich foi automático tal nome me remeter a uma tarde cinzenta, suavemente fria, sem cores, algo muito semelhante com a abertura do DVD TRilogy do The Cure, embora esse tenha sido gravado em Berlin. Só não esperava que o Prozac fizesse parte do kit (e está lá quase literalmente).

O álbum Pneuma se inicia com a faixa que leva o nome “Prozac” e estejam seguros que angústia dos vocais de Sarah Hubbard quase te fazem pedir por um.

Mais intenso ainda é que na sequência a faixa leva o título de “Smallest Tragedy” e pra fechar o início do álbum temos “Home”. Uma bela trilogia, não?

A conexão literária dos títulos acaba por aí, mas não a vibe melancólica, densa e depressiva que até nos remete a angústia de Cranes com a diferença da sonoridade que embala as canções. Em Sunday Munich a linha melódica está na trilha do trip-hop. Aliás, se fosse possível desconectar o instrumental dos vocais eu diria que Pneuma poderia muito bem ser uma excelente trilha lounge.

Não se deixem levar, entretanto, apenas pela “lado negro” deste álbum, pois ele pode sim tornar seu domingo um dia interessante.

Sunday Munich no MySpace

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Positivo Ponto de Inflexão

BAT FOR LASHES – “Fur and Gold”

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Os Marketeiros de plantão conhecem bem o gráfico de ciclo de vida de um produto. É aquele gráfico cujo formato lembra uma “montanha”.

Vocês devem estar se perguntando o porque de eu falar de um gráfico nesse post. É que ao ouvir Bat for Lashes e a eclética nuance de estilos do álbum Fur and Gold foi essa a imagem que veio à minha mente para explica-la.

E o curioso é que a mudança de estilo começa a ocorrer justamente no ponto de inflexão do álbum, ou seja, por volta das faixas cinco e seis, na metade do álbum.

Sigam meu raciocínio. Natasha Khan, a responsável por Bat for Lashes, tem uma ascendência paquistanesa por parte de pai. E isso explica o lado “místico” que inicia esse seu primeiro álbum. Não chega a ser um misticismo arraigado, de uma “orientalidade intensa”, mas os elementos presentes conferem um toque especial às primeiras faixas de Fur and Gold.

De repente, os elementos místicos abrem espaço para um sonoridade mais conhecida de quem curte um adult pop. Batidas mais marcadas ocupam os espaços onde antes ecoavam as notas do Cravo.

Mas, calma, tudo isso dura apenas algumas faixas, pois ao se encaminhar para o final do álbum, as canções de Bat for Lashes ganham uma aura alternativa, de uma suave dose minimalista, de sensações mais intensas e igualmente incríveis como todas as “demais fases”.

Bat for Lashes conseguiu transitar entre diversos estilos sem se perder, mantendo a unicidade do álbum, nos conduzindo por “roteiros” incríveis e igualmente agradáveis.

Bat for Lashes Official Site

Bat for Lashes no MySpace

 

domingo, 2 de outubro de 2011

À Flor da Pele

DEVICS – “My Beautiful Sinking”

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Diga-me como foi sua infância e lhe direi como serão suas canções. Esse ditado, apesar de ser de gosto duvidoso, serve perfeitamente para esse post.

Sara Lov é norte-americana e teria uma vida convencional se não fosse o divórcio de seus pais e uma forçada mudança para Israel, onde foi morar com seu pai. Pelo visto, a mudança para aquele país não foi lá algo muito interessante, do ponto de vista, pessoal. Entretanto, seguro que esse período de sua vida, fez com que Sara Lov trouxesse a dor, a angústia, a melancolia à flor da pele em suas canções através do Devics.

A banda se formou nos EUA. É um duo na verdade onde Sara divide sua inspiração com Dustin O´Halloran, um multi-instrumentista e vocalista esporádico.

Devics nos traz uma sonoridade madura, decididamente para os “grown-ups” que procuram músicas que os envolvam em melodias bem construídas, com cadências intensas, numa aura angustiante sim, às vezes, mas numa beleza sonora indescritível.

Um adult pop na estrutura, mas com uma essência indie que penetra nos ouvidos e preenche os vazios da alma.

Devics no MySpace

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Doces distorções

DEEP CUT - “Disorientation”

imageDissidências daqui, dissidências de lá e eis que o Deep Cut surgiu em 2009 com o seu primeiro álbum. Bem, esse em questão eu não ouvi, mas a se basear por Disorientation o segundo álbum desse banda de Londres, quero conhecer o debut com certeza.

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O Deep Cut vai numa linha bem interessante do shoegazer, pois as distorções das guitarras são, digamos o pano de fundo. Elas estão presentes, são notáveis, mas não são o elemento principal da  cadência melódica da banda. A propósito, a suavidade dos vocais de Emma Flint é contagiante, e não apenas sua voz, diga-se de passagem.

 

Em resumo, Deep Cut traz guitarras melodicamente distorcidas, bateria e baixo cumprindo muito bem o papel “da cozinha” e tudo na medida certa para você viajar na sonoridade da banda e se perder em sonhos nos vocais de Ms. Flint.

Deep Cut no MySpace

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O idioma é o de menos

LILY OF THE VALLEY - “Aquatree”

image Lily of The Valley é uma banda japonesa. Surgiu na cidade de Sendai, norte do Japão e já lançou dois álbuns. Aquatree é o segundo, lançado nesse ano.

Comecei situando geograficamente a banda, só para aumentar a curiosidade, uma vez que a banda também canta em japonês, mas isso, meus Caros, não tem a menor importância, pois a sonoridade de Lily of The Valley vai além das letras.

A vibe aqui é dream pop/shoegazer. Guitarras distorcidas, porém com certa “suavidade”, discretos efeitos eletrônicos e uma batida que preenche as lacunas na medida certa.

Se Chapterhouse tem uma vibe mais dançante, Lush inicia uma transição para uma melodia mais “onírica”, Lily of The Valley encontra-se logo após, numa levada mais amena, introspectiva, angustiada e envolvente. Canções que te levam a viagens distantes para lugares desconhecidos e, ainda assim, muito agradáveis.

Lily of The Valley no Last FM

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Experimentalismo Australiano

PIKELET - “Stem”

imageAo olhar para Evelyn Morris é bem pouco provável que você tenha um indício se quer de Pikelet. Há uma certa dissonância cognitiva entre a pessoa real (Evelyn Morris) e seu codinome artístico (Pikelet).

image Não sei quem se sobrepos a quem nesse jogo id-ego, mas o resultado foi inusitado e muito interessante.

Stem é o segundo álbum dessa Australiana que passeia por um experimentalismo cativante. Pikelet consegue manter uma linha melódica mesmo com as “colagens” de instrumentos que ela utiliza. E faz um jogo de vocais que confere uma aura soturna às suas canções, algo que até me remete de certa forma a The Cranes, porém sem aquela acidez alternativa desta.

Um álbum que requer atenção e certo desprendimento das convenções, mas com certeza, de uma qualidade ímpar.

Conheçam Pikelet no MySpace.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Para ficar de ouvidos ligados 1

Não sou fã de singles e EPs, mas é melhor um bom single do que nada. Ainda mais em se tratando de novidades que aguçam a nossa curiosidade e desejo por mais. Enjoy!

WIDOWSPEAK – “Harsh Realm”

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Esse trio formado por Molly Hamilton (vocal e guitarra), Michael Stasiak (bateria) e Rob Thomas (guitarra) vem de Nova York e traz nesse single uma sonoridade bem interessante.

A bateria está ali na sua função mais básica, conduzindo a cadência. Já os vocais de Molly quase sussurrados declamam uma certa angústia que as guitarras, melodicamente belas, a intensificam.

Em certo momento “Harsh Realm” me remeteu às “baladas” do Cranes e só por isso Widowspeak já merece meu respeito e interesse em conhecer mais.

Conheçam vocês também no MySpace.

 

JON ZOTT - “Brothers” e “Rise and Shine”

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Continuamos na Terra do Tio Sam, porém a vibe aqui é outra.

Ainda não entendi se estamos falando de “one man project” ou de uma banda, fato totalmente sem importância diante da sonoridade synth-ambient-eletro-pop das faixas “Brothers” e “Rise and Shine”.

Uma sonoridade que nos envolve numa aura “dreamy”, cadência introspectiva, vocais etéreos perfeitos para criar um clima especial, diferenciado e até sensual (por que não?).

Agradem seus ouvidos com Jon Zott

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No mundo dos sonhos

PICA PICA - “Oh Captain, My Captain”

image É sempre assim na internet. Um link leva a outro que te apresenta mais algum e assim vai.

Recentemente comentei sobre a banda Maribel. Clicando aqui e acolá, descubro que a voz por trás desse projeto solo Pica Pica chama-se Rebekka Maria Markstein, ex-membro da Maribel.

Fiquei curioso no ato. E, lá fui procurar pelo som dessa moça de Oslo e achei ou melhor, me encantei!

Até o momento, Rebekka lançou esse EP Oh Captain, My Captain que traz sete músicas. No MySpace da garota você pode ouvir quatro delas, mas atenção ao faze-lo prepare-se para ser teletransportado, pois a sonoridade desse EP é uma verdadeira viagem.

A trilha sonora para o mundo dos sonhos onde uma voz doce e melodias quase infantis e encantadas ambientalizam o local, tornando aconchegante e acolhedor. E tudo isso é só seu, pois Rebekka consegue te tirar da realidade e colocá-lo na cadeira cativa do seu mundo paralelo.

Um dream pop de altíssima qualidade e que merece ser apreciado.

Embarque no Pica Pica MySpace e boa viagem!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ahhhh as aparências…

MARIBEL - “Aesthetic”

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À primeira vista, Maribel soa como o nome de mais uma das deusas pops juvenis, como Kate Nash ou Lily Allen. Mas só à primeira vista, porque aqui estamos diante de mais um daqueles exemplos onde as aparências, felizmente, enganam.

Maribel é o nome de uma banda da Noruega que apresenta um som vigoroso, com personalidade.

Longe das referências pops citadas acima, essa banda passeia por vocais “abafados” em guitarras melodicamente ruidosas, que conferem uma sutileza sonora em meio àquelas distorções. Mantém uma cadência musical que evoca sentimentos profundos e até uma certa dose de melancolia. E ainda conseguem manter uma vibe dançante com batidas energéticas, cheias de intensidade, mas sem perder a ternura.

Maribel é mais um dos grandes nomes que o mundo da música escandinava nos presenteia. E esse debut mostra a que veio essa banda….e que venha mais!

Maribel no MySpace

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ruidosa Sensibilidade

CRYSTAL STILTS - “In Love With Oblivion”

imageO primeiro álbum do Crystal Stilts, banda americana do Brooklin, tinha sua base sonora num “paredão ruidoso” de distorções shoegazers dignas dos escoceses do Jesus and Mary Chain no álbum Psychocandy.

Nesse novo trabalho, porém houve um pequeno ajuste nesse quesito. Não que o Crystal Stilts tenha abandonado sua espinha dorsal das distorções, ao contrário ela está lá presente, porém mais lapidada. Aliás de maneira tão talentosa que fez esse álbum ser um daqueles que não pode faltar no seu playlist.

As distorções seminais agora dividem espaço com um cadência melódica bem anos 80 somada com uma levada meio 50´s-60´s em algumas faixas ao estilo de Cramps e Raveonettes.

Os vocais continuam na linha etérea com uma reverberação soturna, outra marca registrada desta banda, o que confere ainda mais dramaticidade as faixas deste álbum.

Conheçam mais no Crystal Stilts Official Site ou no MySpace

sábado, 18 de junho de 2011

Uma fórmula musical

LINDA GUILALA – “Bucles Infinitos”

image Pensem na seguinte fórmula:   

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Se fosse possível sintetizar a sonoridade desse duo espanhol seria algo mais ou menos assim.

O que isso significa? Bem, vamos lá. Peguem as batidas dançantes do shoegazer do Ride com os vocais “etéreos” do Lush e sublimem  isso com as guitarras distorcidamente pop do Teenage Fanclub, tudo na sonoridade latina do idioma espanhol.

O resultado é um álbum extremamente agradável do começo ao fim, numa aura indie fantástica e os responsáveis por isso tudo são Iván e Eva.

Devo admitir que tenho minhas resistências quanto ao mundo indie-pop latino, em especial quando cantado em espanhol, mas Linda Guilala veio mostrar que sempre, mas sempre mesmo, toda regra tem sua exceção. E nesse caso, que exceção!

Conheçam Linda Guilala no MySpace.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os suecos atacam de novo

NIKI & THE DOVE - “The Fox”

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A Escandinávia me pegou pelos ouvidos com bandas Pop. Bandas cujo estilo me faz ouvir à exaustão cada faixa, de cada álbum, de cada banda.

Foi assim com The Electric Pop Group ou Those Dancing Days somente para citar o que tenho ouvido ultimamente de novo.

Desta vez, a Escandinávia me pegou novamente, agora mostrando suas variedades sonoras (que continuam com aquela qualidade).

imageO “carrasco” sonoro desta vez é a banda de Estocolmo, Niki & The Dove que traz um sinth-ethereal-pop com personalidade. São músicas que prendem, não necessariamente, pela sua cadência pop, mas pela sua complexidade já que transita numa linha tênue entre o dream pop e o eletrônico sem enveredar fortemente para nenhum dos dois lados, mas também sem desagradar a nenhum dos dois públicos.

E vale dizer que muito desse encantamento vem da bela voz, da belíssima Malin Dahlström.

O que descobri até o momento é que eles lançaram dois singles, sendo The Fox, o mais recente e cuja faixa título está disponível para download grátis no site da banda.

E aqui fica a pergunta… qual será o segredo da Escandinávia?

Niki & The Dove Official Site

Niki & The Dove no MySpace

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