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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cocteau Twins (quase) de volta

imageCocteau Twins foi uma das bandas mais brilhantes dos anos 80.

O trio inglês formado por Robin Guthrie (e suas guitarras etéreas), Simon Raymonde (e seu baixo sutil e perfeito) e a bela Elizabeth Frasier (e sua celestialmente doce voz), nos imagepresenteou com álbuns maravilhosos como: Garlands, Treasure e Blue Bell Knoll.

Tive a oportunidade de vê-los aqui no Brasil, algo inusitado, inesperado e indescritível, mesmo para os dias atuais.

A banda terminou entre 1997 e 1998 e, desde então nunca mais havia ouvido falar sobre o Cocteau Twins. Até ontem, ao ler uma matéria sobre a possível volta da banda para uma turnê.

Com a mesma velocidade com que me excitei, me desiludi! Por uma decisão de Elizabeth Fraser, o trio não mais tocará junto “she could no longer face working with the group's guitarist, Robin Guthrie”.

Fraser and Guthrie foram casados por 13 anos, no período áureo do Cocteau Twins, mas, problemas com álcool e drogas por parte de Robin, fizeram o casal se separar e a relação com a banda se desgastar a ponto da dissolução ser a única resposta possível.

Elizabeth Fraser não teve assim, o que se poderia dizer, uma carreira solo. Participou (aliás, brilhantemente) em algumas faixas “de terceiros”, como no álbum Mezzanine do Massive Attack, com quem até excursionou em 2006.

Entretanto, ela acaba de lançar um single. Segundo consegui pesquisar, este é o terceiro de sua carreira após o fim do Cocteau Twins.

imageMoses” é o título desta faixa feita em homenagem a um amigo íntimo que faleceu, vítima de um acidente de moto.

O single, em edição limitada de 900 cópias, pode ser adquirido pelo site da gravadora Rough Trade.

No link abaixo, você pode conferir o seu primeiro single “At Last I Am Free”. Single de Elizabeth Fraser.

Nenhuma das duas canções possui a mesma atmosfera da banda, o que aliás já é de se esperar diante da declaração feita por ela, mas a sua voz, insubstituível, lá está para nosso deleite e encantamento.

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Elizabeth Fraser.Photograph: Sally Mundy

Vejam três momentos na carreira do Cocteau Twins.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ilustre Desconhecido – Einstürzende Neubauten

neubautenNunca fui muito fã das línguas latinas. Sempre preferi os idiomas de influência anglo-saxã.

Um belo dia, ouvi Einstürzende Neubauten e o meu interesse pelo o idioma alemão tornou-se ainda mais evidente.

neu1 E cabe ressaltar desde o início deste post. Não estou falando apenas de um “ilustre desconhecido”, se não de um contundente exemplo de uma banda alternativa com todos os significados que este adjetivo carrega.

Einstürzende Neubauten surgiu em 1980, e junto com eles, um novo estilo musical nascia – o rock industrial (ou industrial somente). Certamente, há outros nomes dentro deste estilo, mas ninguém levou tão ao pé da letra a concepção “industrial” em sua sonoridade. (Tive o prazer de vê-los ao vivo aqui no mesmo no Brasil, e SURPREENDENTE! é o mínimo a dizer).

neu3

Tentem imaginar a seguinte combinação: samplers e batidas eletrônicas cadenciando o ritmo (nem sempre tão ritmado assim), guitarras ruidosas, baixos obtusos e, no meio disso tudo, furadeiras dando o ar da graça, serras elétricas como um efeito, canos metálicos tilintando e vidros sendo estraçalhados orquestrando os vocais ora obscuros, ora desesperados de Blixa Bargeld (ele também faz parte dos Bad Seeds junto com Nick Cave).

É, sem ouvir, fica dificil imaginar como pode soar tudo isso. Ou neu2 melhor, será que é audível essa combinação esdrúxula? Vocês vão tirar suas próprias conclusões.

A discografia é extensa. São vários álbuns, singles e compilações, afinal a banda ainda se encontra na ativa (vejam o post sobre o mais recente álbum aqui no The Sounds Of).

O primeiro álbum, Kolaps é pra lá de experimental e, mesmo ouvidos mais calejados ficam incomodados. Assim, ocorre com: Ende Neu, Silence is Sexy, Zeichnungen Des Patienten O.T.

Agora, se quiser conhecer a versatilidade sonora e visceralidade do Neubauten, ouçam: Haus der Luege, Tabula Rasa ou Fuenf auf der Nach Oben Offenen Richterskala. (só pelos títulos….)

E, se depois de ouvir algum dos álbuns, você se interessar por conhecer mais, sem ter de comprar vários álbuns, indico as compilações Strategies Against Architecture.

neu4 Conheçam mais sobre a banda no Einstüerzende Neubauten Official Site

Ouçam no Einstürzende Neubauten no MySpace

sábado, 12 de setembro de 2009

Ilustre Desconhecido – Dif Juz

dif 3Dif Juz é uma das pérolas que fazem parte do seleto hall de bandas da gravadora 4AD (gravadora independente inglesa que merece um post só para ela. Por ora saiba que foi pela 4AD que o mundo conheceu Cocteau Twins, Bauhaus, Dead Can Dance, Pixies, entre outros).

Tentei buscar o significado para Dif Juz, mas como ocorre com muitas bandas da 4AD, o significado é o que menos importa.

dif 1 Formada em 1980 pelos irmãos Curtis (Dave e Alan – até onde sei nada a ver com Ian Curtis do Joy Division), Dif Juz sempre se direcionou pela música instrumental (exceto numa participação especial de Liz Fraser, vocal do Cocteau Twins). Mas, calma. Se você tem a concepção de instrumental enfadonho, guitarras esganiçadas e canções intermináveis, é porque ainda não ouviu Dif Juz.dif 2

Esses caras se enveredam por um caminho quase etéreo, numa mescal de ambient music, dream pop e cadências únicas e envolventes.

Suas canções acalmam, excitam e nos colocam para “viajar”.

Eles lançaram 3 álbuns, sendo: Extractions e  Out of Trees (traz os eps Huremics e Vibrating Air) álbuns principais e Soundpool, uma compilação (que traz as faixas de Out of Trees+No Motion presente na compilação Lonely is an eyesore).

Se você tem bom gosto, quero dizer muito bom gosto por música, não pode deixar-se passar sem conhecer Dif Juz.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ilustre Desconhecido – Pink Industry

Algumas bandas, mesmo que antigas, ainda são novidades para muitas pessoas. Outro dia, enquanto eu “passeava” pelos meus CDS, me dei conta de que algumas bandas até nem existem mais e ainda permanecem como “obscuridades” para muitos.

pink2Daí veio a idéia de iniciar uma série no The Sounds Of, apresentando essas bandas. É claro que algumas não agradarão, mas não custa tentar.

E não poderia iniciar esse post com outra banda. O Pink Industry foi meu “karma” por mais ou menos 10 anos. Resumidamente, foi assim.

pinkConheci o Pink Industry por volta de 1988 com as faixas Pain of Pride e What I Wouldn´t Give?. Fiquei alucinado com o som deles e iniciei minha saga atrás de algo da banda: vinil, cd, fita k7 (alguém aí ainda sabe o que é isso.. J?) e lá se foram 6 anos até eu encontrar um vinil “New Beginnings”, por um acaso mais que o acaso. Na época, o valor do álbum era equivalente a R$ 120. Nesse dia, dois amigos da faculdade estavam comigo: Edmilson “Japonês” e Virgilio “Pelicano”.

Um falava “você tá louco”. O outro dizia “compra, na hora que chegar e ouvir você vai ver que valeu a pena”. Sim, eu sei que é loucura total, mas, fiz e quando o ouvi, percebi que o Japonês estava certo, valeu a pena mesmo. Porém, as duas faixas que me apresentaram Pink Industry estavam em versões diferentes das que eu conhecia. E, lá fui eu na minha saga rumo ao álbum “Retrospective”, o qual apresentava tais versões. E, assim, em 1998, ou seja, 10 anos depois do contato imediato de primeiro grau, consegui tal álbum.

Depois desta longa história, vamos ao principal, quem foi Pink Industry?

Pink Industry foi uma banda inglesa, de Liverpool, que surgiu na década de 80. Era formada pelo duo Janey Casey (vocals) que havia passado pelas bandas Big in Japan e Pink Military e o baixista e tecladista Ambrose Reynolds, que teve passagem no Frank Goes to Hollywood.

Ambas bandas que originaram os integrantes do Pink Industry tinham uma veia mais “new wave/pop”, já o Pink Industry inveredou por um caminho mais “obscuro”. Dançante, mas intimista. Melódico, mas dissonante e tudo isso com um certo pé no etéreo (tanto que alguns sites os classificam como Dark Wave, Minimal Wave).

Eles lançaram 3 álbuns: Low Techonology, Who told you, you were naked e New Beginnings, mas aqui no Brasil duas compilações são mais “conhecidas”: Pink Industry - Retrospective (a tal que falei, quase impossível de achar) e New Naked Technology que foi lançada no Brasil pelo selo Cri Du Chat Disques, um selo de São Paulo.

Conheçam no http://www.myspace.com/yourmomma75

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ilustre Desconhecido- Wolfgang Press - "Everything is beautiful"

O tempo passa, mas não para algumas bandas que conseguem soar atuais sempre. E não estou falando de releituras ou algo assim, estou falando do som original, lá dos anos 80 e que se encaixa nos dias atuais.

Vasculhando meu pequeno, mas variado acervo relembrei um exemplo desse fato. O Wolfgang Press (alguns devem estar se perguntando "Wolf... o quê?").

Wolfgang Press foi uma das excelentes bandas que o selo inglês 4AD lançou nos 80, junto com Cocteau Twins, Dead Can Dance, Pixies só pra citar alguns. Os caras do Wolfgang Press fazem um mix sonoro bem interessante. Ora, uma guitarra melódica, samplers e teclados. Ora, um baixo marcante e batidas dançantes.
Ouçam para relembrar ou para se surpreender!

Vejam o vídeo de Kansas

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