
sábado, 5 de janeiro de 2019
Pelos caminhos Germânicos

quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Dor Porteña
Conheça mais Gotan Project
domingo, 1 de junho de 2014
Eletro Trip
É eletrônico, mas não é assim… dançante.
É pop, mas não é assim… popular.
Assim podemos começar descrevendo a sonoridade, incrivelmente, envolvente do duo Synth-Pop canadense Purity Ring.
Lançado pelo selo 4AD… e diga-se de passagem não poderia ter sido lançado por outro, o próprio site da 4AD comenta “Purity Ring faz canções de ninar para as pistas de dança (Purity Ring make lullabies for the club)”.
E essa não poderia ser a melhor síntese do trabalho de Corin Roddick e Megan James nesse debut lançado em 2012.
De um lado a sonoridade leve, onírica, sofisticada nos envolve num “abraço sonoro” sutil, aconchegante e
nos conduz a uma viagem prazerosa entre teclados, samplers e batidas que fazem um papel, eu diria, secundário para uma banda de eletrônico, mas que cai como uma luva para os vocais de Megan.
Com uma voz que traz uma simbiose entre a inocência e o encanto de uma criança e lado lúdico e a sutileza do mundo dos sonhos, Megan nos conduz por uma trilha que, quando menos esperamos, traz motivos e sensações lúgubres, levemente assustadoras, porém suavemente encantadoras.
Se você já leu Sandman, o clássico dos quadrinhos adultos criado por Neil Gaiman, consegue entender,
perfeitamente, o que esse mix antagônico de sensações significa. E eu até diria que Purity Ring seria a trilha sonora perfeita para uma versão cinematográfica de Sandman.
É doce… mas assustador.
É pop… mas alternativo.
É inocente… mas profundo.
É complexo… mas muito prazeroso… afinal quem disse que o mundo dos sonhos tem ordem!
Viagem com Purity Ring.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Crise de identidade
JAVELIN – “Hi Beams”
Temos aqui um clássico caso de “crise de identidade musical”.
A base do som desse duo de Nova York é um synth-indie-pop que oscila entre elementos 80´s e 90´s – e aqui ja começa a crise. Não que haja problema em ter diversas fontes de referências, mas há que se saber usa-las…isso é fato.
A banda também não se encontra na definição de qual caminho seguir, ou seja, se vão pela via instrumental (o que falta “habilidade” para tal) ou se seguem com os vocais (os quais também não agradam).
Resumindo…falta essência para Javelin.
sábado, 24 de março de 2012
Dance me to sleep
STARFUCKER – “Reptilians”
Reptilian deriva de reptile (répteis) em inglês, sendo o adjetivo. E os répteis são aqueles animais cuja a temperatura do corpo se adapta à temperatura ambiente, ou seja, um grande poder de adaptação e mutação.
Isso posto, digo que não poderia ter um termo para melhor descrever o álbum Reptilians do Starfucker (ou STRFKR, se preferir), pois traz uma simbiose bem interessante de música eletrônica, synth pop e indie o que faz desse álbum um coringa.
Se quiser dançar, ouça-o.
Se quiser cantar, ouça-o.
E, se ainda quiser apenas ouvi-lo e deixar-se embalar por ele, ouça-o.
E tudo isso de uma maneira equilibrada, sem destoar para um lado ou outro, trazendo bom gosto em cada faixa.
Starfucker é uma banda americana de Portland. Um trio que já tem dois álbuns lançados, sendo Reptilians o mais recente de 2011, mas só por esse ja vale a sua atenção.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Mantendo a essência e surpreendendo
M83 – “Hurry Up, We´re Dreaming”
Um álbum duplo não era o que eu esperava de uma banda como M83. Não questiono o seu talento, de forma alguma, mas pelo estilo da banda não é algo, digamos usual, além do que poderia ser “cansativo”.
Nada como ser contrariado. O novo álbum dessa banda francesa é duplamente fantástico. Mantendo sua essência eletro-pop com forte influência dos anos 80, M83 consegue surpreender, pois apresenta de um lado o que vi no álbum anterior (e único que conhecia até então), ou seja, uma vibe dançante que contagia. E, de outro, traz alguns elementos novos, brincando com cadências e melodias tornando esse álbum um daqueles que você precisa ouvir várias vezes para assimilar todo o seu conteúdo.
Um álbum duplo que exigirá mais do que duas audições para compreende-lo…. mas você terá o maior prazer em faze-lo.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Hermeticamente Surreal
BJÖRK – “Biophilia”
A trajetória de Björk ja deixava claro o caminho que ela iria seguir.
Desde os idos do Sugar Cubes, essa bela islandesa mostrou-se exótica não apenas na aparência, mas também nas suas criações musicais.
Dona de vocais peculiares, Björk conseguia impressionar mesmo em musicas pop do Sugar Cubes, como “Delicious Demon”. Mas essas referências foram ficando para trás com sua carreira solo que se enveredou para um mundo paralelo, onde a música explora referências desconexas, sonoridades inconstantes e desritmadas e cadências experimentais.
Em seus primeiros álbuns Björk ainda mantinha, em um outro momento, uma certa “conexão terrestre” com o mundo das melodias facilmente assimiláveis, vide “Army of Me”, “It´s ohhh so quiet” ou “Bachelorette”. Mas, como uma sonda que parte para descobertas de novas galaxias, ela tomou um rumo que chegou a Biophilia, seu mais recente álbum, e que apresenta um mundo onde o minimalismo sonoro impera.
Biophilia chegou no topo da escala da evolução da Björk, sendo o álbum onde o experimentalismo é a linha melódica, se é que esse álbum apresenta alguma, e você ainda pode interagir com ele através do app Biophilia na Apple Store.
Um álbum hermético, de dificil audição, de cadência diferenciada e, por tudo isso, exige a atenção de quem decide ouvi-lo, e justamente por esse nível de atenção a mais exigido, é que se captura toda a sua beleza.
domingo, 27 de novembro de 2011
O outro lado dos anos 90
LOVE IS COLDER THAN DEATH – “Teignmouth”
No final dos anos 80 e início dos anos 90, alguns clubes alternativos desfilavam um lineup bem diferenciado e obscuro em suas pistas.
E grande parte dessas obscuridades vinham de países fora do eixo EUA-Inglaterra, como Alemanha, Bélgica, Austria, etc.
Uma dessas referências é a banda alemã Love is Colder Than Death, quarteto que segue a linha darkwave de um lado, com vocais femininos ao estilo “esclesiástico”, melodias intensas e levadas soturnas. E, de outro, batidas mais agressivas com influência E.B.M (Electronic Body Music) e vocais masculinos mais “rasgados”.
Esse é o cenário que se encontra claramente no álbum Teignmouth, primeiro álbum da banda depois do EP Wild World e de participações em diversas compilações (outra característica marcante daquele período para bandas desse estilo).
Descubra qual lado mais lhe agrada.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Meio ponto fora da curva
BONOBO – “Black Sands”
Uma dúvida pairou na minha cabeça sobre fazer ou não esse post.
A dúvida veio porque o som do Bonobo foge um pouco ao que costumo apresentar aqui no blog, mas quem sou eu para decidir o que os outros vão ouvir? Eu apenas apresento as sugestões. Esse é o primeiro ponto.
O segundo ponto é que um mudança começou a aparecer em meio a audição do álbum Black Sands, quarto álbum de Simon Green, o homem por trás do Bonobo.
DJ inglês, Bonobo inicia Black Sands com um toque de Trip Hop e muita influência da música eletrônica. Eu diria que o álbum começa se apresentando como um “Lounge Eletrônico”. Boa música, mas o “eletrônico” aqui me incomodou um pouco. Entretanto, no decorrer do álbum se percebe a adição de outras influências como jazz e soul (em especial nas faixas “El Toro” e “We Could Forever”), onde as batidas sintetizadas abrem espaço para um belíssimo trabalho de uma bateria bem elaborada e que confere uma dose de sofisticação e personalidade a esse álbum.
O álbum segue uma linha instrumental, com exceção de três momentos nos quais Andreya Triana se apresenta, e muito bem, nos vocais (“Eyesdown”, “The Keeper” e “Wonder When”).
O resumo disso tudo é o seguinte. O lado eletrônico do álbum não chega a desagradar, já que a levada trip hop segura bem a vibe dessas faixas, mas não tira Black Sands de um parâmetro conhecido, porém quando as demais influências entram em ação, aí sim, faz toda diferença ouvir Bonobo.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Pouco se sabe, mas muito se descobre
GARDENBOX - “Last Resort”
Não deveria ser algo assim tão surpreendente ouvir uma banda da Grécia, afinal já ouvi bandas da Ucrânia, Polônia, Tailandia e todas bandas muito boas. Mas, o ineditismo sempre nos causa essa sensação de UAU!!!
Bem, a surpresa mesmo não vem somente pelo fato desta banda de música eletrônica experimental ser grega, mas também pela sonoridade – uma conjunção de sons e efeitos eletrônicos que não visam apenas as clássicas batidas do genêro, mas buscam criar um ambiente, até certo ponto, soturno e minimalista.
Em algumas faixas a falta de uma linha “melódica”, digamos mais definida, pode incomodar a alguns ouvidos (o meu é um deles). Mas, a atmosfera que o Gardenbox elabora nesse álbum prende atenção, ou melhor, inebria o ouvinte, deixando-o em estado de suspense e inquietação, no aguardo do que virá no decorrer da música.
Pouco descobri sobre a banda, que foi formada desde 1998 e tem dois álbuns lançados, sendo Last Resort o mais recente.
Vale a pena se você curte o gênero. Vale a pena se você não curte o gênero. Agora, vale realmente a pena se você gosta de descobertas inusitadas.
domingo, 4 de setembro de 2011
A pluralidade de um homem só
SALTILLO – “Ganglion”
A primeira faixa se inicia com violinos densos e intensos criando uma atmosfera introspectiva. De repente, uma batida trip hop, que nos remete a Hooverphonic, num ritmo mais acelerado ocupa seu devido espaço, mas sem suplantar a melodia dos violinos e um vocal “falado” aparece momentaneamente para quebrar o hipnotismo que essa cadência nos impõe.
E dessa forma você é apresentado a Saltillo, um projeto do multi-instrumentista americano Menton Matthews. E esse pode mesmo receber o título de multi-instrumentista, pois ele é o responsável por todos os instrumentos do álbum Ganglion, e não são poucos: violoncelo, violino, viola, guitarra, bateria, piano e baixo.
Essa aura se mantém faixa após faixa desse maravilhoso álbum até que a faixa “Remember me'” nos traz outra surpresa. A vibe muda e traz energia, guitarras e batidas intensas que te prende ainda mais.
A partir deste ponto a arquitetura sonora de Saltillo adquire uma estrutura mais complexa e encantandora que nos impede direcionar a atenção para qualquer outro assunto.
Esse foi um achado ao acaso, mas com Ganglion, essa banda ja garantiu seu lugar na minha lista dos ilustres.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Para ficar de ouvidos ligados 1
Não sou fã de singles e EPs, mas é melhor um bom single do que nada. Ainda mais em se tratando de novidades que aguçam a nossa curiosidade e desejo por mais. Enjoy!
WIDOWSPEAK – “Harsh Realm”
Esse trio formado por Molly Hamilton (vocal e guitarra), Michael Stasiak (bateria) e Rob Thomas (guitarra) vem de Nova York e traz nesse single uma sonoridade bem interessante.
A bateria está ali na sua função mais básica, conduzindo a cadência. Já os vocais de Molly quase sussurrados declamam uma certa angústia que as guitarras, melodicamente belas, a intensificam.
Em certo momento “Harsh Realm” me remeteu às “baladas” do Cranes e só por isso Widowspeak já merece meu respeito e interesse em conhecer mais.
Conheçam vocês também no MySpace.
JON ZOTT - “Brothers” e “Rise and Shine”
Continuamos na Terra do Tio Sam, porém a vibe aqui é outra.
Ainda não entendi se estamos falando de “one man project” ou de uma banda, fato totalmente sem importância diante da sonoridade synth-ambient-eletro-pop das faixas “Brothers” e “Rise and Shine”.
Uma sonoridade que nos envolve numa aura “dreamy”, cadência introspectiva, vocais etéreos perfeitos para criar um clima especial, diferenciado e até sensual (por que não?).
Agradem seus ouvidos com Jon Zott
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Também aconteceu por aqui…felizmente!
HARRY - “Fairy Tales”
Em meados dos anos 80 uma revolução na música eletrônica surgia na Europa. Países, digamos, obscuros para o mundo da música naquele momento começaram a se tornar referência naquele novo estilo, o chamado EBM ou Electronic Body Music (e todas as variações do tema que surgiram na época).
O grande nome, ou melhor, o mais conhecido na época foi a banda belga Front 242 e seu hit “Headhunter” abalou as estruturas das pistas alternativas (e até foi usada num funk-zinho barato por aqui).
O estilo fugia radicalmente do estilo “bate-estaca” do House vigente naquele momento, e mais radicalmente ainda, mesclava elementos mais pesados: batidas intensas, guitarras distorcidas, teclados vigorosos, “elementos industriais” e levando o estilo eletrônico para outras referências e outros públicos.
Nesse ambiente e com esse propósito, surgiu no Brasil, mais precisamente em Santos a banda Harry que trazia essa vibe da nova Electronic Body Music, porém “amenizada” com a melodia melancólica do pós-punk inglês e que resultou em grandes faixas como “Genebra”, “Lycanthropia” e “Soldiers” só para citar algumas que esse debut Fairy Tales apresentou ao público.
A banda lançou outros dois álbuns e uma caixa comemorativa aos 25 anos de existência. Entretanto, Fairy Tales, por ter sido o primeiro álbum trouxe toda a energia do estilo e merece sua atenção e a citação do The Sounds Of.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Sound Of Arrows
Parece uma viagem no tempo…de volta aos hits dançantes dos anos 80, naquela aura tecnopop, electropop típica daquela década e de bandas como Pet Shop Boys.
O pop sueco conseguiu mais uma vez. Essa dupla de Estocolmo traz canções que nos hipnotiza e nos envolve de uma maneira incrível. Cada faixa faz com que a gente tenha vontade de ouvi-la várias vezes, o que nos leva a querer ouvir as outras e tudo se repete…e aí…já virou vício.
A banda ainda não tem álbum lançado, mas pelo que descobri, já tá logo aí o lançamento do debut. Enquanto isso não acontece, inicie seu contato com os singles lançados, em especial, o mais recente que constará nesse primeiro álbum.
E que venha logo esse álbum…
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Os suecos atacam de novo
NIKI & THE DOVE - “The Fox”
A Escandinávia me pegou pelos ouvidos com bandas Pop. Bandas cujo estilo me faz ouvir à exaustão cada faixa, de cada álbum, de cada banda.
Foi assim com The Electric Pop Group ou Those Dancing Days somente para citar o que tenho ouvido ultimamente de novo.
Desta vez, a Escandinávia me pegou novamente, agora mostrando suas variedades sonoras (que continuam com aquela qualidade).
O “carrasco” sonoro desta vez é a banda de Estocolmo, Niki & The Dove que traz um sinth-ethereal-pop com personalidade. São músicas que prendem, não necessariamente, pela sua cadência pop, mas pela sua complexidade já que transita numa linha tênue entre o dream pop e o eletrônico sem enveredar fortemente para nenhum dos dois lados, mas também sem desagradar a nenhum dos dois públicos.
E vale dizer que muito desse encantamento vem da bela voz, da belíssima Malin Dahlström.
O que descobri até o momento é que eles lançaram dois singles, sendo The Fox, o mais recente e cuja faixa título está disponível para download grátis no site da banda.
E aqui fica a pergunta… qual será o segredo da Escandinávia?
domingo, 22 de maio de 2011
Erudição Pop
AUSTRA - “Feel it Break”
Aos 10 anos de idade aquela garotinha entra no Canadian Children´s Opera com toda a intenção do mundo de seguir carreira na música clássica. Tudo parecia ir muito bem, até que de repente ela tem contato com outras vertentes musicais como o pop e a música eletrônica e se envereda numa mistura que vai agradar e muito a todos vocês.
A garotinha em questão é Katie Stelmanis, a frontgirl da Austra, banda Canadense de Toronto que, em conjunto com Maya Postepski (bateria) e Damian Wolf (baixo) absorve os elementos do tecno-pop dos anos 80, os mescla na aura mais atual do synth-pop /indie-pop dançante e arremata a receita com uma voz que impressiona pela energia e a autenticidade.
Pode-se imaginar o efeito de uma voz treinada no mundo da música erudita numa cadência musical que beira “sons de caixinha de jóias” em alguns momentos.
É, sem dúvida, algo digno de se conhecer. E comece conhecendo pelo início (desculpem o trocadilho), pois Austra acaba de lançar seu debut de onde foi tirado o primeiro single “Lose it”.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Memórias Eletro Pop
MEMORY TAPES - “Seek Magic”
É, meus Caros, o mundo musical não está mais globalizado. Creio que ele entra, ou melhor, já entrou numa nova fase que, por falta de uma palavra melhor, eu o denominaria de “intertwined”, algo como “tudo junto ao mesmo tempo agora não importa onde”.
Digo isso porque ao ouvir duas faixas deste álbum do Memory Tapes, automaticamente, me veio à mente aquele grupo de bandas francesas de eletro-indie-pop como Air, por exemplo. Isto é, canções numa cadência eletrônica, levemente dançante, porém com a suavidade indie que lhes são peculiar.
E, de onde vem o “intertwined”? Vem do fato da presença de outras nuances sonoras nas influências desta banda como um dream pop ao estilo de School of Seven Bells, conferindo uma aura intimista e especial a este álbum.
A maneira como explora o conjunto de vozes, vide faixa “Bycicle”, é a trilha sonora de uma viagem onírica das melhores.
Essa “banda de um homem só” que atende pelo nome de Davye Hawk virou um hitman quando seu single “Bycicle” chegou a 1 milhão de hits na internet em apenas 24 horas em 2009.
Já está chegando o seu segundo álbum, mas por enquanto, tenho muito magia para descobrir em Seek Magic ainda.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Se Depeche Mode surgisse hoje
VIVA CITY - “Phobia”
Os ingleses quando se enveredam para o lado do eletrônico é, quase sempre, sinal de bons resultados. Basta ver as referências que estão aí para não me deixar mentir: Depeche Mode, 808 State, Future Sound of London, Chemical Brothers e por aí vai.
E a teoria continua valendo, desta vez, com esses caras de Newcastle e o seu Viva City. Descobri essa banda pela revista Noize (a qual recomendo), porém procurando por maiores informações não obtive muita coisa.
O que posso dizer é, ouçam, conheçam, mas muito cuidado, você pode ficar viciado.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Nem tudo que reluz é ouro…
GABRIELLA CILMI - “Ten”
Gabriella Cilmi havia me conquistado com seu primeiro álbum, mais precisamente, com duas de suas faixas “Sweet about me” e “Cigarretes and Lies”.
Ambas numa vibe meio soul-meio pop, fonte na qual muitas musas vem bebendo e se dando bem, e tudo parecia caminhar para mais uma daquelas vozes a marcar seu território nessa praia.
Mas eis que vem o segundo álbum desta australiana, Ten, e aí tudo se esvai entre os dedos.
O tiro saiu tão pela culatra que a única faixa “decente” do álbum é um remix de…tchan tchan tchan…”Sweet about me” e que ficou péssimo.
Não que o artista precise se prender às suas influências eternamente. Sinta-se à vontade de caminhar por quaisquer caminhos, porém sair da água para o vinho e se dar bem requer talento e ousadia, o que não tem no álbum Ten, que fica numa sonoridade dançante com influências synth-pop e que cai numa vala muito, mas muito comum.
Tudo o que Gabriella conquistou de atenção e diferencial no álbum anterior, jogou por água abaixo nesse. Quem sabe ela não quer atrair outros públicos…será você?