
sábado, 5 de janeiro de 2019
Pelos caminhos Germânicos

quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Dor Porteña
Conheça mais Gotan Project
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Uma nova forma de ouvir Rolling Stones
BOSSA N´ STONES
Rolling Stones traziam, desde os primórdios da banda, algo “lascivo” em suas canções, ainda mais se comparado aos “Garotos de Liverpool”. E assim sempre foi o rock and roll iniciando com Elvis “ The Pelvis” Presley.
Clássicos como Angie, Harlem Suffle ou Ruby Tuesday traziam a mescla perfeita da rebeldia sonora do rock, o instigante da transgressão juvenil, a sensualidade exacerbada da adolescencia que prosseguiu e seguiu a todos…e continua seguindo.
Agora, imaginem que fosse possivel extrair o lado “Rock and Roll” dessas faixas, elevando a enésima potência todos os demais atributos citados acima. Bem, meus caros, não é necessário imaginar. Isso é possível ouvir e se deixar levar através do álbum Bossa n´ Stones.
Esse álbum é uma compilação de clássicos dos Rolling Stones numa releitura elaborada por diversas bandas que passeiam por um caminho diferente das versões originais, mas não menos instigante.
Bossa n´ Stones passa pela Bossa sim, mas não aquela de referências moribundas e depressivas que tanto marcam esse estilo. É uma Bossa numa nova roupagem turbinada por Eletro Jazz, Chill Out, Drum n´ Bass excitando seus ouvidos.
E por falar em “roupagem”… a capa do álbum já diz muito bem a que veio.
Confira!
domingo, 1 de junho de 2014
Eletro Trip
É eletrônico, mas não é assim… dançante.
É pop, mas não é assim… popular.
Assim podemos começar descrevendo a sonoridade, incrivelmente, envolvente do duo Synth-Pop canadense Purity Ring.
Lançado pelo selo 4AD… e diga-se de passagem não poderia ter sido lançado por outro, o próprio site da 4AD comenta “Purity Ring faz canções de ninar para as pistas de dança (Purity Ring make lullabies for the club)”.
E essa não poderia ser a melhor síntese do trabalho de Corin Roddick e Megan James nesse debut lançado em 2012.
De um lado a sonoridade leve, onírica, sofisticada nos envolve num “abraço sonoro” sutil, aconchegante e
nos conduz a uma viagem prazerosa entre teclados, samplers e batidas que fazem um papel, eu diria, secundário para uma banda de eletrônico, mas que cai como uma luva para os vocais de Megan.
Com uma voz que traz uma simbiose entre a inocência e o encanto de uma criança e lado lúdico e a sutileza do mundo dos sonhos, Megan nos conduz por uma trilha que, quando menos esperamos, traz motivos e sensações lúgubres, levemente assustadoras, porém suavemente encantadoras.
Se você já leu Sandman, o clássico dos quadrinhos adultos criado por Neil Gaiman, consegue entender,
perfeitamente, o que esse mix antagônico de sensações significa. E eu até diria que Purity Ring seria a trilha sonora perfeita para uma versão cinematográfica de Sandman.
É doce… mas assustador.
É pop… mas alternativo.
É inocente… mas profundo.
É complexo… mas muito prazeroso… afinal quem disse que o mundo dos sonhos tem ordem!
Viagem com Purity Ring.
sábado, 24 de maio de 2014
Até a segunda faixa
Certa vez ouvi que Foster The People era uma das melhores bandas do mundo.
Nem é necessário dizer que eu jamais cometeria tal heresia, porém ao ouvir o álbum de estréia dos caras – Torches – até imaginei que seria surpreendido…e o fui… até a segunda faixa… literalmente.
A primeira, abre bem o álbum. A segunda trouxe uma vibe bem bacana. Mas, a partir daí o álbum entra no vazio.
Uma mesmice… um placebo… efeito zero.
Faixa após faixa o álbum foi sendo mantido numa linha sonora não contamina, não movimenta, não motiva.
Perde a essência das duas primeiras faixas e não transmite nada de interessante.
Ainda se Torches se limitasse as faixas “Helena Beat” e “Pumped up Kicks”, Foster The People não iria figurar entre as melhores bandas do mundo…. até porque as melhores bandas nunca param na faixa 2.
Foster The People Official Site
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Indie Lírico
BAT FOR LASHES – “The Haunted Man”
Vou fazer uma confissão… não me recordo do primeiro álbum do Bat For Lashes, mas do longínquo e vago que minha memória pode me oferecer de referência, aquele álbum era distinto desse último The Haunted Man.
Esse traz nuances “intricadas” e distintas que contemplam um lirismo intenso, muito evidente pelos potentes vocais de Natasha Khan, inglesa de Brighton, mas com ascendência Paquistanesa (talvez essa seja uma das fontes da sonoridade peculiar desse álbum).
The Haunted Man transita em um indie alternativo com claras influências de elementos etéreos, suaves, melódicos e instrospectivos típicos de deusas do mundo da música como Björk ou Kate Bush. E ainda assim, esse álbum do Bat For Lashes é também intenso. Tem seu vigor, seja pela melancolia ou o lado soturno de sua cadência melódica ou pelo força, pela energia e sentimento expressos pela bela voz de Khan.
O grande ponto aqui é o seguinte….não importa o que te levará a ouvir The Haunted Man, mas seja o que for, certamente o encantará.
sábado, 26 de abril de 2014
Intensidade Etérea
POLICA – “Give You The Ghost”
Uma combinação inusitada… um resultado surpreendente!
É assim que se sente ao iniciar a audição do debut album do Poliça – Give you the Ghost” e termina-la.
A voz infantil, quase angelical de Channy Leanegh, por si só já seria um convite ao onírico.
Agora com o reverb ecoando em quase todas as faixas, etéreo está lá nos conduzindo a uma viagem. Mas, não espere uma viagem tranquila, pois complementando-a temos batidas cheias de contratempos e “viradas” marcantes, com um “swing” todo especial, digno dos grandes ícones do Trip Hop.
Você deve estar se perguntando o mesmo que eu quando ouvi Poliça… como uma mistura dessas dá certo?
Eu te digo que não dá certo…. dá maravilhosamente certo… harmonica e envolventemente certo!
Aliás, o mais surpreendente é isso… numa combinação inusitada, com elementos, em princípio díspares e incongruentes, o resultado é algo mágico, intenso e sensível.
O que posso dizer mais sobre Poliça?… OUÇAM POLIÇA!!!
sábado, 16 de novembro de 2013
Equilíbrio Interessante
DAVID BYRNE & ST VICENT – “Love This Giant”
O que esperar de uma parceria, digamos, inusitada entre a mente inovadora de David Byrne e o estilo alternativo de St Vicent? Bem, no mínimo algo inusitado (a começar pela capa, não é?).
É exatamente isso o que você irá encontrar nesse álbum que passeia bem pelos estilos de ambos músicos.
Fica evidente em quais faixas percebemos mais o toque eletro-indie de St Vicent e em quais está lá presente e de maneira intensa o estilo inconfundível de David Byrne e seu pop rock descontraído, incomum e com swing.
Uma combinação mais que inusitada, eu diria, uma combinação realmente bem interessante.
Confira!
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Pego na contramão
THE XX – “Coexist”
Olhando as fotos dessa banda e avaliando o seu nome na hora veio à minha mente algo no estilo de Glasvegas ou She Wants Revenge.
E fui pego na contramão no melhor sentido possível.
Nada de Shoegazer. Nada de distorções ou batidas fortes e marcantes. Aqui você entrará numa viagem sutil, delicada onde o onírico impera através de um teclado contínuo e uma guitarra que bem nos levará a referências sofisticadas como Durutti Column ou Dif Juz.
Esse trio recém saído do High School também mescla nuances soturnas dignas dos clássicos 80´s do estilo, mas tudo isso se ameniza ou melhor, ganha um nova aura com os vocals delicados e belos de Romy Madley Croft.
Um álbum versátil que atende gostos e situações diversas e com muito muito bom gosto.
Confira Coexist na íntegra.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Simplesmente…
CAT POWER – “Sun”
EXCELENTE!!!
Assim mesmo em letras maiúsculas, é o mínimo que se pode dizer desse álbum fantástico…e ainda assim não se diz tudo sobre ele.
Cat Power simplesmente arrasou em Sun.
Navegando por elementos diferenciados ela conseguiu uma simbiose perfeita entre o eletro pop dançante (e viciante), indie pop e momentos mais “sóbrios e intimistas” sem perder impacto em nenhuma das suas nuances.
Como eu disse antes, impossível dizer tudo de um álbum assim, simplesmente… EXCELENTE!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Crise de identidade
JAVELIN – “Hi Beams”
Temos aqui um clássico caso de “crise de identidade musical”.
A base do som desse duo de Nova York é um synth-indie-pop que oscila entre elementos 80´s e 90´s – e aqui ja começa a crise. Não que haja problema em ter diversas fontes de referências, mas há que se saber usa-las…isso é fato.
A banda também não se encontra na definição de qual caminho seguir, ou seja, se vão pela via instrumental (o que falta “habilidade” para tal) ou se seguem com os vocais (os quais também não agradam).
Resumindo…falta essência para Javelin.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Inquietação
FUTURE BIBLE HEROES – “Partygoing”
Sejamos sinceros, uma banda com esse nome tem de ser, no mínimo, intrigante.E, creio que essa seja a palavra que define Future Bible Heroes.
Com uma sonoridade indie-eletro e vocais oscilando entre o bucolismo soturno e um synth-pop, o Future Bible Heroes passeia por nuances bem 80´s com batidas eletro-pop e teclados melódicos e com efeitos “juvenis” que conferem todo um charme retrô-alternativo às canções dessa banda que está na ativa desde 1990, porém tem apenas três albuns lançados, e Partygoing é o mais recente deles.
Um som que não te leva a dançar, mas te deixa certamente inquieto.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Surpreso? Eu fiquei…
LANA DEL RAY – “Aka Lizzy Grant”
A surpresa começou pela beleza “model style” de Elizabeth Woolridge Grant. A surpresa número dois veio em saber que ela é de Nova York. A terceira supresa veio com a bela voz de Lana Del Ray, o nome artístico da bela Elizabeth. E o início de outra série de surpresas veio com seu primeiro álbum, lançado em 2010, o qual tive o prazer conhecer agora.
A primeira faixa dá aquela nítida impressão de “entendi do que se trata”, ainda mais fazendo a simbiose com a pessoa em si. Mas, surpresa deveria ser parte do nome dessa mulher de voz suave, envolvente e que vai construindo um album com batidas simpes, porém marcantes e um conteúdo muito preenchido por belas melodias num ritmo eletro-dance até pop rock-adult pop que chega a nos remeter a Jem e Nancy Sinatra.
Esse debut de Lana Del Rey poderia bem ser classificado como “uma caixa de Pandora ao contrário”, pois só traz coisas boas.
sábado, 24 de março de 2012
Dance me to sleep
STARFUCKER – “Reptilians”
Reptilian deriva de reptile (répteis) em inglês, sendo o adjetivo. E os répteis são aqueles animais cuja a temperatura do corpo se adapta à temperatura ambiente, ou seja, um grande poder de adaptação e mutação.
Isso posto, digo que não poderia ter um termo para melhor descrever o álbum Reptilians do Starfucker (ou STRFKR, se preferir), pois traz uma simbiose bem interessante de música eletrônica, synth pop e indie o que faz desse álbum um coringa.
Se quiser dançar, ouça-o.
Se quiser cantar, ouça-o.
E, se ainda quiser apenas ouvi-lo e deixar-se embalar por ele, ouça-o.
E tudo isso de uma maneira equilibrada, sem destoar para um lado ou outro, trazendo bom gosto em cada faixa.
Starfucker é uma banda americana de Portland. Um trio que já tem dois álbuns lançados, sendo Reptilians o mais recente de 2011, mas só por esse ja vale a sua atenção.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Começando pelo final
FOL CHEN – “Part II – The New December”
À primeira vista imagina-se uma banda chinesa. Nada disso! O nome engana bem.
Os caras em questão vem dos EUA, de Los Angeles e por aqui acabam as informações, eu diria, já que os integrantes do Fol Chen decidiram manter-se no anonimato, não mostrando seus rostos, mesmo ao vivo ou em vídeos.
Bem, como isso não é um concurso de beleza, não estamos à procura de “mais um rostinho bonito”, correto?
Pois bem, mas o que toca Fol Chen. Acabei de conhece-los pelos segundo álbum,Part II – “The New December” e resumindo eles trazem elementos eletro-pop, uma aura dançante e bons momentos indie pop (li que o Part I… é um pouco diferente disso).
sábado, 14 de janeiro de 2012
Mantendo a essência e surpreendendo
M83 – “Hurry Up, We´re Dreaming”
Um álbum duplo não era o que eu esperava de uma banda como M83. Não questiono o seu talento, de forma alguma, mas pelo estilo da banda não é algo, digamos usual, além do que poderia ser “cansativo”.
Nada como ser contrariado. O novo álbum dessa banda francesa é duplamente fantástico. Mantendo sua essência eletro-pop com forte influência dos anos 80, M83 consegue surpreender, pois apresenta de um lado o que vi no álbum anterior (e único que conhecia até então), ou seja, uma vibe dançante que contagia. E, de outro, traz alguns elementos novos, brincando com cadências e melodias tornando esse álbum um daqueles que você precisa ouvir várias vezes para assimilar todo o seu conteúdo.
Um álbum duplo que exigirá mais do que duas audições para compreende-lo…. mas você terá o maior prazer em faze-lo.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Se assim posso dizer
AU REVOIR SIMONE – “Verses of Comfort, Assurance & Salvation”
Não vou me estender nos comentários sobre Au Revoir Simone, não porque não haja o que falar, mas porque o seu tempo tem que ser dedicado a ouvir, apreciar e se encantar com esse belíssimo álbum desse trio feminino de Nova York.
Ouvir Au Revoir Simone é passear por um caminho indie-eletro-pop, se assim posso dizer, onde a simbiose entre os estilos foi tão majestosamente elaborado que se há oscilação para um ou outro lado, esse é um detalhes totalmente sem importância, já que o resultado é encantador.
domingo, 4 de dezembro de 2011
A Trupe Acertou…
I´M FROM BARCELONA – “Forever Today”
I´m From Barcelona está mais para um time de futebol, incluindo técnico, massagista e gandula. Afinal, são 29 integrantes numa banda que se unem para construir canções até simples demais para tanta gente, eu diria.
Num grupo desse tamanho, manter a energia em alta não deve ser fácil, e isso pode comprometer a essência do seu trabalho, ainda mais quando essa galera faz parte de uma banda.
No primeiro álbum do I´m From Barcelona, senti falta desta energia. Achei o álbum morno, sem um elemento que cativasse o interesse (exceto pela faixa “We are from Barcelona”). E tanto que nem procurei conhecer o segundo álbum lançado em 2008. Mas, parece que os caras tomaram um “chacoalhão no vestiário” e voltaram para esse novo álbum com outros ares.
São 10 faixas que foram gravadas em duas sessões “ao vivo” (e isso já faz a diferença na essência desse álbum) trazendo uma energia contagiante, uma alegria efusiva e uma vontade de dançar e cantar durante todo o álbum.
Um álbum bem diferente do que a banda havia apresentado no seu debut e que tem feito de Forever Today um foco de excelentes comentários e constantes audições.
domingo, 30 de outubro de 2011
Simples e Feliz
STARS – “Heart”
O dia estava horroroso. Nublado, cinzento, com garoa, perfeito para ficar em casa.
Olhei para o MP3 e procurei por algo novo para ouvir. Como tinha acabado de baixar Stars eles foram os escolhidos. E acho que os céus ouviram as minhas preces, pois ao ouvir o som dessa banda de Toronto foi como se o céu se abrisse num belo dia ensolarado de domingo.
A espinha dorsal é um indie pop na sua vertente mais melódica, porém um indie que passeia por nuances tão distintas e intrigantes quanto synth pop, psicodelismo e até elementos suaves do dream pop.
Stars consegue nos envolver numa nuvem de tranquilidade, não importando a tempestade que se apresente.
Para resumir….belíssimo!
sábado, 29 de outubro de 2011
Válvula de Escape
MATES OF STATE – “Mountaintops”
O trânsito é uma constante nessa cidade (São Paulo), assim se faz necessário um válvula de escape para fugir dele, nem que seja no plano mental apenas.
Nesse caso específico Mates of State foi além de simplesmente ser a fuga para o trânsito. Foi o portal para um mundo paralelo cuja atmosfera está infectada de gases que nos intoxicam com uma alegria inocente e singela, trazendo uma vontade de dançar, cantar, pular, sorrir, sem motivo aparente. Quer dizer, o motivo é a sequência de faixas maravilhosas do mais recente álbum da banda, Mountaintops, que traz toda a vibe Eletro 80´s numa roupagem indie numa perfeição além dessa galáxia.
Algumas faixas desse álbum bem se encaixariam como trilha sonora de um possível remake do filme “Garota Rosa Shocking”. E se você já viu esse filme vai encontrar aquela aura nesse trabalho do Mates of State e por tudo isso, Mountaintops é imperdível!