domingo, 19 de julho de 2009

Beleza Roubada – o filme

beleza-roubada-poster01 É por isso que certos filmes e livros devem ser vistos/lidos novamente depois de um certo tempo. Não me recordava da beleza poética, visual e sonora que é o filme Beleza Roubada (Stealing Beauty no original).

booklet4Se é para resumir o filme em uma palavra, eu diria que o filme trata da descoberta, em suas diversas vertentes. A descoberta do amor, do sexo, da decepção, das relações humanas e da “re-descoberta” de quem parecia não ter mais nada de novo a oferecer.

Em resumo, um belíssimo filme do diretor Bernardo Bertolucci. Filmado na região de Toscana, tem uma fotografia encantadora, traz a bela e sensual Liv Tyler (sem apelação). E vendo-o novamente pude perceber como a trilha sonora é fantástica.inside 

Hoover - “2 Wicky”

Portishead - “Glory Box”

Axiom Funk feat. Bootsy Collins – “If 6 was 9”

John Lee Hooker - “Annie Mae”

Liz Phair - “Rocket Boy”

Stevie Wonder - “Superstition”

Nina Simone - “My Baby Just Cares For Me”

Billie Holiday - “I´ll Be Seeing You”

Mazzy Star - “Rhymes of an Hour”

Cocteau Twins - “Alice”

Lori Carson - “You Won´t Fall”

Sam Philips - “I Need Love”

PS. o filme ainda traz outras canções, porém não constam da trilha, como a faixa que Liv Tyler ouve no walkman (Hole - “Rock Star”).

 

DVD News – The Stone Roses

stone No final dos anos 80 e início dos 90, um movimento surgiu na cena musical inglesa – era o Britpop.

Deste movimento, destaco Charlatans UK, Inspiral Carpets e Happy Mondays, para citar alguns. E, claro The Stone Roses.

Recordo-me que quando lançaram o primeiro álbum homônimo, a aclamada publicação BIZZ da época comentou “e as pedras vão rolar novamente”.

Longe de compararmos ambos “Stones”, The Stone Roses me encantou com faixas como “Elephant Stone”, “Made of Stone”, “This is the one”, “Mersey Paradise”.

Ainda hoje, não me canso (e creio que nunca me cansarei) de ouvi-los. É sempre interessante!

Se você não tem a menor idéia do que estou falando, mas ficou interessado, então esse DVD é pra você. Agora, se você sabe do estou falando, então, UAU!!! esse DVD É PRA VOCÊ!

The Stone Roses Live in Blackpool traz uma “pobreza” visual, de produção (se é isso que você procura num DVD ao vivo). Por outro lado, é a coletânea perfeita para conhecer e curtir os grandes hits da banda. Canções clássicas como as citadas acima e outras mais fazem deste DVD um ótimo registro.

E ainda traz uma entrevista incrível, onde, com exceção da jornalista, ninguém mais fala :) e uma apresentação num programa de tv, na qual a acaba a energia elétrica no meio da apresentação…. :))

DVD News – The Smiths – Live in England

smiths Como fã incondicional dos Smiths, sinto muitíssimo não ter tido a oportunidade de assisti-los ao vivo. Por isso, sigo numa busca por algum registro de algum show da banda. DVD´s com clipes há vários. Ao vivo, quase nenhum.

Há algumas semanas encontrei esse The Smiths – Live in England, gravado em 1983 quando do lançamento do primeiro álbum da banda - The Smiths. smiths alb

Esse show foi gravado no Derby Assembly Room, localizado em Derby, distante cerca de duas horas de Londres (de trem).

Esse show não apresenta as mais conhecidas canções da banda (para os poucos familiarizados com a discografia dos Smiths), mas tem características fantásticas:

  • traz clássicos como “Still ill”, “Hand in Glove” e “What difference does it make”
  • embora seja em início de carreira, já mostra o vigor, a presença de palco de Morrissey
  • desde o início, os fãs são “alucinados” pela banda
  • e traz dois momentos inusitados (mas claro que não vou contar. Vejam e confiram)

Até agora, o único registro ao vivo de The Smiths. Até encontrar um mais recente, vou curtindo esse. E como vou!

DVD News – The Clash Live

clash The Clash dispensa comentários. Um ícone do punk rock, ainda atual com o mix sonoro que apresentaram ao mundo.

Recentemente assisit ao DVD “The Clash Live – Revolution Rock”. É um misto entre shows e documentário que traz uma coletânea de apresentações ao vivo, em diversos lugares, desde o início da carreira até momentos “mais recentes” com “Should I Stay or Should I Go” (aliás, você pode escolher entre assisitir às apresentações com os comentários ou simplesmente ver os shows).

A edição é muito boa e, o fato de ser um sequência de recortes, não interfere na dinâmica do DVD, o qual mostra bem o “caminhar” da banda entre o punk e o ska, além de evidenciar toda a energia e a versatilidade do Clash.

Em resumo, um excelente DVD.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CD News – Fanfarlo por US$1

reservoir_lowres_small

Vejam vocês. Estava eu procurando por novidades quando me deparei com essa banda – Fanfarlo.

A banda é de Londres, surgiu em 2006 por meio de Simon Balthazar, um sueco radicado naquela cidade.

Depois de alguns singles e boas recomendações, eis que eles trabalharam no primeiro álbum da banda Reservoir, no final do ano passado.

Na verdade, a frase correta é: eles nos presentearam com seu primeiro álbum – uma obra prima da música pop atual.

Mesclando influências que passam por Arcade Fire, Fanfarlo traz um miscelânea sonora construída por instrumentos como violinos, trompetes, acordeon, clarinet, xilofone, além do trio clássico guitarra-baixo-bateria, mas com uma competência pop incrivel.

Sem presunção de soar erudito e, muito menos, com preocupação de ser pop, Fanfarlo apresenta 15 belíssimas canções em seu debut.

O álbum foi produzido por Peter Katis, que já produziu Interpol. Sem dúvida, o cara sabe das coisas.

E o mais interessante disso tudo é que você pode baixar o álbum na íntegra+bonus tracks por apenas US$ 1. Isso mesmo, UM DÓLAR até 4 de julho.

Assim como me ocorreu com Camera Obscura, assumo que já sou fã de Fanfarlo.

Clique aqui, entre no site da banda e simplesmente aprecie!

terça-feira, 9 de junho de 2009

CD News – Pop and Down

THE LODGER – I Think I Need You EP

m_97625f038c7b3427e0b75e66b4e8b3eb Vocês conhecem The Housemartins? A banda de onde saiu, acreditem, Fat Boy Slim?

Ao ouvir The Lodgers (e vê-los), a primeira imagem foi “um segundo Housemartins”.

As canções vão na mesma balada, pop-pop-pop, com uma guitarra clean e aquela levada indie.

The Lodgers surgiu em 2004 e já lançaram dois álbuns: Grown-ups e Life is Sweet.

Estão lançando um novo EP I Think I Need You, cujo vídeo vocês podem conferir aqui.


Eu gostei. E vocês?

Confiram mais no The Lodgers no MySpace

THE TWILIGHT SAD – Fourteen Autumns and Fifteen Winters

twilight A primeira coisa que me chamou atenção nessa banda foram as capas dos seus álbuns e EPs. Todos são ilustrações, em estilo Pop Art e apresentando uma criança com máscara.

A segunda coisa foi o cover de “24 hours” do Joy Division.

A terceira, eu diria que é resultado das duas primeiras, é a sonoridade um tanto quanto “obscura”, triste e introspectiva desses caras de Glasgow, o que não quer dizer que seja para fugir dela. Pelo contrário, vale a pena conhecer.

Eles ja lançaram dois álbuns, sendo o último em 2008.

Ouçam no The Twilight Sad Official Site ou The Twilight Sad no MySpace

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CD News – From UK

ASH – Twilight of the Innocents

ash Mudando de país e mudando de ares.

Surgida em 1995, Ash é um trio punk-pop que vem da Irlanda do Norte.

Ao ouvi-los à primeira vista até soou interessante. Mas, depois, conhecendo um pouco mais o som dos caras, já não me cativou tanto assim.

Eles tem uma levada pop com momentos Seattle ´92, ou seja, coisas como Pavement, Stereophonics e afins.

Ouçam no Ash no MySpace

LITTLE BOOTS – Hands

boots Se ao ouvir Ladytron você gostaria de algo com uma pitada a mais de dance/pop, aqui está a sua pedida.

Little Boots é na verdade o projeto solo da inglesa Victoria Hesketh (ex- Dead Disco) que vai nessa linha pop-dance, sem ser uma Kylie Minogue, mas também sem chegar tanto a Ladytron.

Não me agrada tanto assim, mas tem bons momentos, como “New in Town” ou “Remedy” (aliás, eu ouvi um remix de “New in Town” feito por Den Haan que ficou ótimo).

O seu primeiro álbum Hands está sendo lançado neste mês.

Conheçam no Little Boots no MySpace ou Official Little Boots Site

CATHERINE A.D. – Carry your Heart E.P.

catherine Catherine Anne Davies é o nome desta inglesa de Londres que foi resgatar uma sonoridade alternativa e de personalidade.

De um lado, uma formação de música clássica (tocava flauta quando criança). De outro, uma intensidade ora influenciada por nomes como P.J. Harvey e com uma certa dose “sombria” ao estilo Evanescence (só que numa versão acústica, eu diria).

Ela está trabalhando no seu álbum de estréia e conta com o suporte de nomes como Bernard Butler (ex- Suede) e Liam Howe (Sneaker Pimps).

Sem grandes expectativas, to esperando pra ver no que vai dar.

Ouçam no Catherine A.D. no MySpace ou Official Catherine A.D. Site

THE BIG PINK – Too Young to Love

big pink2 Estamos diante de uma sonoridade realmente alternativa. The Big Pink é uma dupla inglesa (de Londres, pelo que consegui garimpar) e que resolveram “brincar” no estúdio nos fundos da casa, mixando canções de My Bloody Valentine, Spacemen 3 e afins.

O resultado é um experimentalismo muito interessante com uma atmosfera intensa e até enigmática. Fantasticamente enigmática.

Eles já lançaram alguns singles, e estou, ansiosamente, no aguardo de novidades.

Não deixem de ver o belíssimo vídeo de “Velvet”.


Ouçam mais no The Big Pink no MySpace

CD News – From Sweden

LIECHTENSTEIN – Survival Strategies in a Modern World

licht Liechtenstein vem de Gotemburgo na Suécia. É um trio feminino e acabam de lançar o seu debut.

Eles fazem um mix sonoro com uma levada mais indie pop, vocais mais etéreos ao estilo de Lush e uma ou outra “intervenção” de guitarras ruidosas e batidas que nos remetem, sutilmente, a Primitives, por exemplo.

As vezes falta um pouco de energia, mas mesmo assim, me agradou, porque no meio disso tudo, sobressai uma agradável melodia, como na faixa “Apathy”.

Ouçam no Liechtenstein no MySpace

SAD DAYS FOR PUPPETS – Unknown Colours

sad days Também vindo das terras suecas, eis que apresento a vocês Sad Days for Puppets.

Também naquela mistura indie pop – shoegaze, a banda conta com 5 integrantes, tendo nos vocais, Anna Eklund que imprime um certo toque melancólico e juvenil ao som da banda (mesmo em faixas como “Mother´s Tears”, um pouco mais “pesada”).

Eles acabam de lançar Unknown Colours, seu primeiro álbum e destaco as faixas “Marble Gods”, “Cherry Blossom” e “Big Waves”.

Se for pra escolher…. Sad Days for Puppets, sem dúvida!

Ouçam no Sad Days for Puppets no MySpace

RAYMOND & MARIA – Hur Mycket Jag an Tar Finns Alltid Lite Kvar

raymonde Sim, meus Caros, mais uma banda vinda da Suécia. E mais um quinteto com vocais femininos (desta vez, são duas Maria & Camilla), mas o que dizer…é fantástico, meigo, doce, agradável.

Diferentemente dos seus conterrâneos citados acima, Raymond & Maria não trazem a veia Shoegazer. Substituem-na por uma folk pop, mantendo aquela levada indie, claro.

Vem ouvindo essa banda há mais de uma semana e digo, não me canso!

Eles já lançaram dois álbuns, o primeiro em 2004 Vi Ska Bara Leva Klart. O citado acima é de 2006.

Ahhh....e eles cantam em sueco!

Confiram (mas confiram mesmo) em Raymond & Maria no MySpace

sábado, 30 de maio de 2009

CD News – Na onda Indie Pop

LONEY DEAR – Dear John

loney Emil Svanängen é o nome do multi instrumentista sueco por trás do Loney, Dear, uma banda de um homem só, cujas influências estão muito alinhadas com as mesmas de Belle & Sebastian, ou seja, um indie pop com levadas folk, melodias suaves e vocais mais suaves ainda.

Uma pequena diferença existe entre eles. Não sei se por causa do timbre das guitarras ou do padrão quase sem oscilação dos vocais do Belle & Sebastian, este trabalha suas canções como que num “bloco monotonal”.

Loney, Dear, por sua vez, se deixe levar mais solto, buscando diferenciar uma faixa da outra, ao menos no seu último álbum Dear John.

Ouçam no Loney Dear MySpace

NORD EXPRESS - Nord Express

nord Nord Express é o nome dado a uma linha de trem (Northern Express) a qual teve seus trabalhos iniciados em 1896 e ligava Paris até São Petersburgo.

Por que essa introdução? Efetivamente, pra nada, já que o som desta banda de Baltimore, EUA, não tem tanto apelo assim “às viagens”.

Se você ja ouviu Galaxie 500 vai achar o som do Nord Express simplesmente uma cópia.

É a mesma levada, a mesma batida, a mesma “vibe”. Mas, se quiser conhecer, ouçam no Nord Express - Slumberland Records

THE BRUNETTES – Structure and Cosmetics

brunet1 Finalmente algo que me chamou mais atenção nesse “contexto indie”.

Ao ouvir The Brunettes outros “Ettes” me vieram à mente: The PipETTES e The RaveonETTES.

As 3 bandas figuram no mundo indie com influências dos anos 60, início dos 70, mas cada uma com uma personalidade bem distinta.

The Brunettes foge da “afetação” pop (no bom sentido) das Pipettes, mas também não está para as distorções de guitarras do Raveonettes. The Brunettes está “in between” e me agradou muito.

A banda é Auckland, Nova Zelândia e surgiu em 1998. brunet2

Ouvi o primeiro álbum Holding Hands, Feeding Ducks e o mais recente, de 2007 Structure and Cosmetics, e já pela capa se percebe a forte influência dos 60´s e final dos 70´s no primeiro, ao passo que no último, o lado indie impera mais.

Seja um, seja o outro ou os dois, vale a pena conhecer The Brunettes.

Ouçam no The Brunettes MySpace

segunda-feira, 18 de maio de 2009

CD News – Mondo Bizarro e outras sonoridades

SALLY SHAPIRO – Romance (Remix)

sally Sally Shapiro é sueca e surgiu nos dias atuais. Anne Clark é inglesa e fez sucesso nos anos 80, porém, ao ouvir a primeira, recordei-me da segunda.

A sonoridade não é assim tão parecida, mas alguns momentos me lembraram sim. Na verdade, se Anne Clark tivesse mais “ritmo/beat” teria soado como a sueca.

Miss Shapiro vai numa linha indie-dance, com batidas bem suaves e uma voz mais suave ainda (nada de bizarro, a propósito).

Vale a pena conferir. Ouçam no Sally Shapiro MySpace

SIR RICHARD BISHOP - “The Freak of Araby”bishop

Nunca um nome de álbum descreveu tão bem o seu conteúdo. 

Richard Bishop, ou como se auto-intitula, Sir Richard Bishop, é um instrumentista americano. Foi isso que consegui descobrir.

O seu som, ao menos no referido, apresenta canções com uma “levada” do Oriente Médio. Uma sonoridade que viaja também numa onda psicodélica/surf music.

Nada mais “freak”. Ouçam (ao  menos uma faixa, já que a segunda já cansa) no Sir Richard Bishop MySpace

BACHELORETTE - “My Electric Family”

bachelorette Essa é uma daquelas bandas cujas informações a seu respeito praticamente inexistem.

Consegui descobrir que é da Nova Zelândia. E foi tudo.

O som deles é “engraçadinho”. Vão numa linha indie-electronic com alguma sonoridade “psicodélica” (uns tecladinhos padrões, mas….) e vocais entre cantos e sussurros.

É, na verdade eu acho que está mais pra “bizarro” que engraçadinho.

Tire suas conclusões. Ouçam no Bachelorette MySpace

Pra ajudar, veja também o vídeo de “Complex History of a Dying Star”

FLORENCE AND THE MACHINE - “Kiss with a fist”

florence Florence Mary Leontine Welch é o nome completo desta inglesa do sul de Londres. E aqui, estamos diante de outra “bizarrice” sonora.

Sua sonoridade é até difícil de descrever. Tem momentos “épicos”, momentos “melodramáticos”, momentos “eletro-pop”, momentos “guitar”. Enfim….essa tem que ouvir pra entender.

Tem estilo, isso é inegável. Ouçam no Florence and The Machine MySpace

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