domingo, 27 de setembro de 2009

Invasão Sueca – Those Dancing Days & Loney Dear

….e Deus fez o relógio!!!! Estou adorando essa “moda” de os shows começarem no horário marcado no ingresso. Fantástico!!!

E assim, com o pé direito, começou a sexta-feira da Invasão Sueca, festival promovido pelo SESC-SP, no qual se apresentam as bandas daquele país. Esse ano, o evento foi na choperia do SESC-Pompéia (a quem quero agradecer, nas pessoas da Roberta e Raphael pela autorização que me deram para fotografar o show!).

01 A noite começou com as meninas do Those Dancing Days, quinteto pop formado por garotas entre 19 e 21 anos que trazem uma sonoridade energética, dançante numa vibe “new wave”.

Particularmente, não foi surpresa alguma a apresentação delas. Foi constatação!. Do talento, do carisma, da energia já percebidos pelo seus álbuns.

Agora, surpresa sim foi a reação do público, aliás surpresa para elas. Certamente, as 5 garotas da banda nunca imaginariam ver, praticamente, todas as pessoas cantando suas canções aqui no Brasil.02A galera pedia canções, cantava, dançava, retribuindo a mesma energia e alegria que Linnea Jonsson (vocal), Lisa Pyk Wirström (teclados),  Cissy Efraisson (bateria), Mimmi Evrell (baixo) e Rebecka Rolfart (guitarra) transmitiam “descaradamente”.

A única que parecia, digamos, “habituada ao sucesso” era a vocalista Linnea, que mantinha uma postura mais contida, mas todas as outras 03exalavam uma felicidade e surpresa que não cabiam nelas mesmas, algo facilmente percebido nos sorrisos de Lisa, Rebecka e Cissy, quem, aliás, é uma graça! (usando uma expressão de um amigo da época de faculdade).

04O show do Those Dancing Days foi perfeito e deixou todos em estado de êxtase, e isso me preocupou para a sequência da noite, com o Loney Dear, já que suas canções são mais tranquilas, introspectivas e poderia encerrar uma noite daquelas num clima menos efusivo.

Aí veio outra surpresa, e uma grata surpresa. O Loney Dear é uma banda de um homem só, Emil Svanängen (que me lembrou muito Robin Guthrie, do Cocteau Twins), mas contou com um suporte de primeira para esse show. E mais que uma banda talentosa, o Loney Dear buscou, à sua maneira, manter a euforia do público. 05

Com canções num clima psicodélico e alguns toques de  experimentalismo e muita simpatia, Emil Svanängen e sua trupe conduziram o show sem deixar esfriar o ambiente.

O público era menos participativo, não apenas pelo estilo de música da banda, mas também pela pouco conhecimento do repertório, mas ainda assim houve pedidos insistentes de algumas canções.

A apresentação termina com Emil solo no palco, numa “viagem folk” apropriada para o momento. Mas, o show ainda continuou com a presença das garotas do Those Dancing Days tirando fotos com os fãs, dando autógrafos e ainda embasbacadas com a recepção.

Se elas não fecharam a noite no palco, o que seria o ideal, elas roubaram a cena da noite, definitivamente!

Outras fotos do Those Dancing Days

10 11 12 13 14 15 16 16a 17 18 19no detalhe… Linnea Jonsson 20Mimmi Evrell 21Cissy Efraisson22Rebecka Rolfart23 Lisa Pyk Wirström24 25 26a 27 28 29 30 31 32 33 34nos bastidoresIMG_8473  

E outras fotos do Loney Dear

Emil Svanängen120e sua excelente banda 121 122128a 124 125 125a 126127128 123129 129ao playlist 130 131uma fã contemplativa 132 134 135detalhes de Emil Svanängen 138 140 141 142

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CD News - “Haja semelhança”

LENKA - “Lenka”

lenka1Em alguns momentos musicais, um movimento surge e influencia uma leva de bandas, cuja a sonoridade fica com traços bem parecidos (às vezes, parecidos até demais).

Essa “onda de semelhanças” chega até os vocais em alguns exemplos, como no caso de Lenka, uma cantora australiana que segue a linha “pop juvenil” de Kate Nash.lenka

Mas, o que dizer quando o som é muito bom, muito agradável, gruda  na orelha, no cérebro e não sai da cabeça de jeito nenhum?

E não poderia ser diferente. Pop bem construído, uma voz doce, quase sussurrada e letras bem feitas, ainda que juvenis.

Conheçam no Lenka no MySpace ou no Lenka Official Site

MEIKO - “Meiko”

meiko2

Calma, meus caros, embora os nomes sejam “diferentes”, o que nos remete já a alguma semelhança, sejam “juvenis” e ambos debuts álbuns levem os próprios nomes das cantoras, as semelhanças param aqui.

meiko No quesito musical, enquanto Lenka está no pop, pop, pop, Meiko está, digamos, mais “crescidinha” já que mescla elementos do indie-pop e folk-pop com uma voz, ainda doce, porém mais encorpada.

O resultado, uma sequência muito boa de canções para estar sempre presente no player de cada um.

Ouçam no Meiko no MySpace

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Videos from the 80´s

Um amigo de longa data me mandou o link para esse fantástico arquivo de vídeos dos anos 80.

Se você gosta dessa época ou se simplesmente tem curiosidade, vai curtir muito a longa lista de bandas aqui presente.

Está tudo ordenado por nome das bandas em ordem alfabética. É só clicar e curtir.

80´s Music Vids

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CD News – Brasileiros from Abroad

Vocês ainda vão ouvir muito sobre o Nublu. É uma fonte, praticamente, inesgotável de talentos musicais.

Obviamente, os brasileiros não poderiam estar fora desta.

Apresento-lhes 2 bandas que estão no “hall da fama” do Nublu e que merecem, mas merecem muito ser divulgado, conhecido e prestigiado.

FORRO IN THE DARK - “Bonfires of Sao Joao”

forro Forro in the Dark é uma New York based Brazilian band formada por 4 “cabras da peste”.

Não consegui descobrir se eles são do nordeste, mas o som, ahhh esse sim está com os “dois pés” fincados na “terrinha”.

Trabalhando influências clássicas do gênero, como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, os caras do Forro in the Dark trazem uma sonoridade conhecida e tradicional para nós brasileiros e, ao mesmo tempo, moderna. Como descrito no site do Nublu “they are little afro-beat, little dub, rock and roll fueled by the rhythm of forro”.

E os caras estão com o moral alto. Só pra ter uma idéia, David Byrne (Talking Heads) gravou com eles uma excelente versão em inglês para “Asa Branca”, de Luiz Gonzada (vejam o vídeo).

O Forro in the Dark já lançaram dois álbuns: o primeiro, Bonfire of Sao Joao é de 2006. Light a Candle é o mais novo, gravado agora neste ano.

Ouçam no Forro in the Dark no MySpace e conheçam mais no Forro in the Dark Official Site


3 NA MASSA - “3 na Massa”

3 massa

Essa banda é brasileira e foi formada no Brasil, porém, somente tive conhecimento dela através do Nublu, por isso, ela consta deste post.

3 na Massa é formada por dois integrantes do Nação Zumbi (Dengue e Pupilo) e o produtor Rica Amabis, os quais ficam entretanto “nos bastidores” da banda, ou seja, os vocais são todos feitos por mulheres convidadas. Nomes como Pitty, Alice Braga, Céu, entre outras passeiam pelas faixas deste primeito álbum, declarando sonhos, desejos, delírios eróticos e/ou exóticos em canções ou sussurros nas quais trabalham elementos da MPB (sem ser insuportavelmente chato como Caetano Veloso e Gilberto Gil), acrescentando toques de jazz, de música de cabaré numa sequencia envolvente de excelentes canções.massa

Lá fora esse álbum tem o nome da banda, porém aqui ele foi lançado sob o título Na Confraria das Sedutores, o que tem muito a ver com o escopo das canções.

Incrivel mesmo é como uma banda como essa, um projeto como esse não é devidamente divulgado aqui no Brasil (mas o é “lá fora” …e viva a internet!).

Ouçam no 3 na Massa no MySpace

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ilustre Desconhecido – Einstürzende Neubauten

neubautenNunca fui muito fã das línguas latinas. Sempre preferi os idiomas de influência anglo-saxã.

Um belo dia, ouvi Einstürzende Neubauten e o meu interesse pelo o idioma alemão tornou-se ainda mais evidente.

neu1 E cabe ressaltar desde o início deste post. Não estou falando apenas de um “ilustre desconhecido”, se não de um contundente exemplo de uma banda alternativa com todos os significados que este adjetivo carrega.

Einstürzende Neubauten surgiu em 1980, e junto com eles, um novo estilo musical nascia – o rock industrial (ou industrial somente). Certamente, há outros nomes dentro deste estilo, mas ninguém levou tão ao pé da letra a concepção “industrial” em sua sonoridade. (Tive o prazer de vê-los ao vivo aqui no mesmo no Brasil, e SURPREENDENTE! é o mínimo a dizer).

neu3

Tentem imaginar a seguinte combinação: samplers e batidas eletrônicas cadenciando o ritmo (nem sempre tão ritmado assim), guitarras ruidosas, baixos obtusos e, no meio disso tudo, furadeiras dando o ar da graça, serras elétricas como um efeito, canos metálicos tilintando e vidros sendo estraçalhados orquestrando os vocais ora obscuros, ora desesperados de Blixa Bargeld (ele também faz parte dos Bad Seeds junto com Nick Cave).

É, sem ouvir, fica dificil imaginar como pode soar tudo isso. Ou neu2 melhor, será que é audível essa combinação esdrúxula? Vocês vão tirar suas próprias conclusões.

A discografia é extensa. São vários álbuns, singles e compilações, afinal a banda ainda se encontra na ativa (vejam o post sobre o mais recente álbum aqui no The Sounds Of).

O primeiro álbum, Kolaps é pra lá de experimental e, mesmo ouvidos mais calejados ficam incomodados. Assim, ocorre com: Ende Neu, Silence is Sexy, Zeichnungen Des Patienten O.T.

Agora, se quiser conhecer a versatilidade sonora e visceralidade do Neubauten, ouçam: Haus der Luege, Tabula Rasa ou Fuenf auf der Nach Oben Offenen Richterskala. (só pelos títulos….)

E, se depois de ouvir algum dos álbuns, você se interessar por conhecer mais, sem ter de comprar vários álbuns, indico as compilações Strategies Against Architecture.

neu4 Conheçam mais sobre a banda no Einstüerzende Neubauten Official Site

Ouçam no Einstürzende Neubauten no MySpace

sábado, 19 de setembro de 2009

CD News – Wax Poetic Nublu Sessions

nubluVocês já ouviram falar do Nublu, certo? Não…então precisam estar mais presentes aqui no The Sounds of.

Comentei sobre esse club de Nova York em um post anterior (deem uma olhadinha pra refrescar a memória).

O dono desse club, Ilhan Ersahin, tem sua banda, Wax Poetic, a qual está na ativa desde 1997, e que serviu de “porta de entrada”, se assim posso dizer, para Norah Jones (a propósito, vejam o vídeo abaixo com participação dela).

E o que faz o Wax Poetic? A melhor definição é uma “jam session”, mesclando elementos do trip hop, drum ´n bass, jazz, downtempo eletronica. Resumindo, sonoridade “lounge”, de excelente qualidade, sonoridade envolvente e tudo na medida certa.

O Wax Poetic já lançou 5 álbuns (o último chama-se Brasil e traz a mesma vibe, porém só com artista brasileiros). Somente ouvi o Nublu Sessions, mas já vou atrás dos demais urgentemente.

Ouçam no Wax Poetic no MySpace e conheçam mais no Nublu Official Site

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CD News – Hablas Español?

Ultimamente tenho procurado algumas opções sonoras em espanhol, já que voltei a estudar o idioma. E tenho que dizer, é difícil encontrar algo “audível” nessa língua.

Pouquíssimas são as opções, diria, razoáveis.

Aqui, apresento duas delas:

ATERCIOPELADOS - “El Dorado”

peladoEsta banda vem da Colombia. Iniciou sua carreira em 1993 e lançou seu primeiro álbum em 1994.

Este que vos apresento, é o segundo e traz um pop-rock básico com alguns momentos mais latinos (sim, essas referências que surgem em nossa mente quando imaginamos “sonidos latinos”).

Não é de todo ruim, mas depois de 5 ou 6 faixas, cansa (acho que pelo vocal).

Só ouvi esse álbum, embora a banda já tenha lançado 9 no total.

Conheçam no Aterciopelados no MySpace

LA OREJA DE VAN GOGH - “A las cinco en el Astoria”

van gogh

Vocês vão concordar comigo, o nome é algo, no mínimo, intrigante.

Quando descobri essa banda espanhola, fui buscar logo algum material deles para ouvir, porque a curiosidade para saber como é a sonoridade de uma banda chamada “La Oreja de Van Gogh” foi imensa.

Imensa também foi, digamos, a decepção. Esperava algo mais intenso, até porque, no site oficial da banda eles apresentam PJ Harvey, Pixies, Nirvana e David Bowie como influências (a não ser que na Espanha essas referência tenham outra sonoridade, tá distante viu!).

A carreira deles começou em 1996. Tem 5 álbums lançados e “A las cinco en el Astoria” é o último, de 2008.

O som é pop e tem momentos agradáveis.

Um ponto tenho que destacar. As vocalistas são muito bonitas. (Amaia Montero, a primeira até 2008 e Leire Martínez).

Ouçam no La Oreja de Van Gogh no MySpace ou La Oreja de Van Gogh Official Site

sábado, 12 de setembro de 2009

Ilustre Desconhecido – Dif Juz

dif 3Dif Juz é uma das pérolas que fazem parte do seleto hall de bandas da gravadora 4AD (gravadora independente inglesa que merece um post só para ela. Por ora saiba que foi pela 4AD que o mundo conheceu Cocteau Twins, Bauhaus, Dead Can Dance, Pixies, entre outros).

Tentei buscar o significado para Dif Juz, mas como ocorre com muitas bandas da 4AD, o significado é o que menos importa.

dif 1 Formada em 1980 pelos irmãos Curtis (Dave e Alan – até onde sei nada a ver com Ian Curtis do Joy Division), Dif Juz sempre se direcionou pela música instrumental (exceto numa participação especial de Liz Fraser, vocal do Cocteau Twins). Mas, calma. Se você tem a concepção de instrumental enfadonho, guitarras esganiçadas e canções intermináveis, é porque ainda não ouviu Dif Juz.dif 2

Esses caras se enveredam por um caminho quase etéreo, numa mescal de ambient music, dream pop e cadências únicas e envolventes.

Suas canções acalmam, excitam e nos colocam para “viajar”.

Eles lançaram 3 álbuns, sendo: Extractions e  Out of Trees (traz os eps Huremics e Vibrating Air) álbuns principais e Soundpool, uma compilação (que traz as faixas de Out of Trees+No Motion presente na compilação Lonely is an eyesore).

Se você tem bom gosto, quero dizer muito bom gosto por música, não pode deixar-se passar sem conhecer Dif Juz.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CD News – E mais novidades do Jools Holland

JAMIE LIDELLjamie

Certos artista deveriam ter uma consciência maior da sua área de atuação, e com isso, evitar alguns “deslizes”. Esse é o caso de Jamie Lidell, inglês de Cambridgeshire.

Sua veia mais soul-pop traz elementos interessantes e até já tocou com Jools Holland no seu programa (vejam o vídeo). Mas, no MySpace vocês vão encontrar uma faixa eletrônica, feita em parceria com SMD (Simiam Mobile Disco), eu desaprovo.

Jamie Lidell já lançou 4 álbuns, sendo Jim, o mais recente em 2008, do qual destaco “Little bit of feel good” e “All I wanna do”.

Ouçam no Jamie Lidell no MySpace

DEVON SPROULE

devon

Canadense de nascimento, mas vive atualmente em Charlottesville, Virginia. Não tenho a menor idéia de onde fica essa cidade ou como ela é, mas com um nome desses, a associação com o tipo de música que Devon Sproule faz é automática.

Ainda mais somando o fato de que ela é filha de hippies que moraram numa comunidade alternativa chamada Twin Oaks Community.

Resumindo, o som de Mrs. Sproule é uma combinação de jazz/soul envolto numa aura folk/country. Eu sei, alguns já torceram o nariz, mas vale a pena conferir.

Ela está na estrada desde 2000 e já lançou 5 álbuns. O último foi lançado este ano I don´t worry for heaven.

Vejam o vídeo abaixo ou: 

ouçam no Devon Sproule no MySpace

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin