terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deslocamento de tempo e espaço

VEIL VEIL VANISH - “Change in the Neon Light”

imageA banda é americana da Califórnia, mas você vai jurar que são ingleses de Londres.

O som pós-punk, com uma levada indie-rock, típica dos anos 80 e certamente você já ouviu isso antes.

O nome da banda Veil Veil Vanish, mas você vai jurar que é The Cure.

Tudo isso poderia ser negativo, um certo deslocamento de tempo e espaço (banda americana x inglesa – ano 2010 x 1980), mas a sonoridade desses caras é tão boa que você vai fazer questão de ouvir.imageChange in the Neon Light é o debut do Veil Veil Vanish e é aquele álbum pra colocar mp3 e ouvir inteiro, sem saltar uma faixa e por várias vezes.

Entenda porque no Veil Veil Vanish no MySpace

Violentango no Jazz nos Fundos

Partindo do princípio que tudo vem do começo, vamos iniciar pela origem.

Jazz nos Fundos: é exatamente isso! Uma casa bacana, descolada, que toca Jazz, tanto na discotecagem quanto ao vivo (e aliás, só as maravilhas do estilo) e que fica nos fundos de um estacionamento em Pinheiros.

Lugar alternativo, de gente bonita, cerveja Eisenbahn (entre outras). Vale a pena! http://jazznosfundos.net/

Violentango: grupo de Buenos Aires que, no máximo da “violência”, faz uma música muito além do agradável. Está mais próximo do maravilhoso.

É um grupo que mescla elementos do tango e música folclórica Argentina numa levada jazzística-acústica.

Forte, intensa, “agressiva”, dançante e, de repente, se torna introspectiva, melódica, sentimental.

Simplesmente, excepcional!

A banda já lançou 3 álbuns e para conhecer um pouco mais sobre o Violentango, acesse Violentango Official Site.

Pois bem, a fusão do Jazz nos Fundos e do Violentango ocorreu ontem. Um show maravilhoso que deixou a todos encantados.

Estive lá, me encantando sonoramente e clicando.

Aqui vão algumas fotos e para ter uma idéia do Violentango ao vivo, vejam o vídeo abaixo.

O Jazz nos Fundos

01 02 03 04 05 06 07Violentango ao Vivo 

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Copyright 2010 © Ricardo Brandao.
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Contato: ricardo.brandao@uol.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Effi Briest - Debut

EFFI BRIEST - “Rhizomes”

imageEffi Briest ja foi comentado no The Sounds Of. Agora, volta a falar desta banda de garotas do Brooklyn, já que seu debut is out now!

O álbum como um todo não alterna do que ja foi falado aqui, ou seja, uma sonoridade 80´s alternativa, com levadas ao estilo de Siouxsie and the Banshees da época do álbum Scream e afins.

É datado, sem dúvida, mas tem bons momentos. Vale a pena conferir.

Ouçam no Effi Briest no MySpace

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

That 70´s-80´s Show!

SUMMER CAMP - “Young”

imageA capa deste EP já diz tudo: uma viagem de volta às influências do eletro-dreamy-pop do final dos 70-começo dos 80.

Sei que alguns vão torcer o nariz ao ler isso, mas digo que Summer Camp é mais um daqueles casos em que a releitura ou a influência daquela época é bem trabalhada, consistente e muito boa!.

Summer Camp é um duo inglês e Young, seu primeiro EP, e por ele, eu ja fico na expectativa do álbum. Quem venha logo!

Ouçam no Summer Camp no MySpace

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Seattle mudou!

SEAPONY - “Seapony”

imageSeattle foi incluída no mundo, e não apenas no mundo musical, com o advento do Nirvana. E isso não é nenhuma novidade para ninguém.

Desde o final da “orla sonora de Seattle” dos anos 90 eu não tinha nenhuma banda daquela parte do globo, mas eis que descubro Seapony. E que grata surpresa!

Um ponto de atenção: se você espera algo ao estilo noise daquela cena de Seattle, esqueça. Estamos falando de uma sonoridade indie-dreamy-pop com guitarras surf pop que lembram um mix entre Galaxie 500 com mais vigor e Those Dancing Days.

Seattle não apenas mudou, evoluiu!

Baixe GRÁTIS no Seapony Bandcam e comece a curtir desde já ou ouça no Seapony no MySpace

domingo, 19 de setembro de 2010

Fui vencido por Belle & Sebastian

BELLE AND SEBASTIAN - “Write About Love”

imagePor algumas vezes eu havia me colocado a tarefa de ouvir e, mais ainda, de entender o sucesso todo de Belle and Sebastian.

Algumas faixas se passaram e ainda não havia chegado a uma conclusão, mas nunca desisti (e ainda bem que não!), pois comecei a entender pelo álbum agora por 3 faixas do novo álbum desta banda Write About Love.

Com uma levada mais “animada” do que eu ja havia ouvido, “I didn´t see it coming” e “I want the world to stop” soaram maravilhosamente bem aos meus ouvidos.

Suaves, marcantes e agradáveis, ótimas para um caminhar despretencioso pelo parque num domingo de manhã.

Vejam os vídeos.

sábado, 10 de abril de 2010

A sweet Mayday

ANNA TERNHEIM - “Leaving on a mayday”

Leaving on a mayday

Demorou, mas encontrei outro álbum desta sueca, cuja voz encanta e embala.

Seguindo uma linha similar ao Separation Road, Anna Ternheim mantém seu folk-pop neste álbum, que não é tão novo assim (foi lançado em 2008), e passeia por algumas vertentes diferenciadas, com ritmos e sonoridades bem interessantes como em “Let it rain”.

Independente de você conhecer ou não o álbum anterior, Leaving in a mayday, é uma excelente maneira apreciar Anna Terheim.

Vejam duas excelentes razões para ouvir esse album.

sábado, 27 de março de 2010

O lado negro dos 80

THE EDITORS - “In This Light and On This Evening”

imageThe Editors vem da Inglaterra, mais precisamente, de Birmingham.

O som deles tem suas raízes também na Inglaterra, mas de outra região, mais precisamente Manchester e Liverpool.

Eu ja tinha ouvido dois outros álbuns da banda, An End Has a Start e  The Back Room, e não me lembro porque exatamente ambos não cativaram minha atenção.

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Esse último, entretanto, me fez ouvir com mais cuidado. Não me recordo dos outros dois (e, aliás, vou até ouvi-los novamente), mas esse traz a influência 80´s, mas o lado “obscuro” dos anos 80, com fortes influências de Joy Division, um certo techno-pop ao estilo de New Order na época do Movement.

É um álbum denso, intenso e melódico. É datado sim, mas que mal há nisso se o resultado é muito bom!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Hip Hop Judeu

MATISYAHU - “Light”

imageO prospecto prometia. O Cara é judeu, mas não de uma linha qualquer, a linha hassídica, ortodoxa. Nascido nos EUA. Tocando um hip hop com levadas de reggae.

Fiquei curioso na hora e fui atrás.

Matisyahu, que na verdade chama-se Matthew Paul Miller, já lançou 3 álbuns de estúdio, dois ao vivo e um de remix.

Ouvi 3 desses álbuns e, o mais recente Light, de 2009, o ouvi essa imagesemana.

Resumindo, Light, é o melhor dos álbuns. Creio que por ter deixado a “forçada de barra” do lado hip hop e ter incrementado elementos pop nas suas canções. Entretanto, o prospecto causou mais frenesi do que a confirmação auditiva.

Acredito que Matisyahu vá agradar a muitas pessoas, e muitos vão ate dizer “como esse cara não gosta do som do Matisyahu”. Mas, aqui, tivemos um caso clássico da decepção proporcional à expectativa.

Ainda assim, confiram.

 

 

domingo, 21 de março de 2010

Um Kaleidoscópio de referências

(THE SOUNDS OF) KALEIDOSCOPE - “From Where You Were To How You Got There”

imageSempre me pergunto se, uma banda que apresenta grande diversidade de referências em um mesmo álbum, o faz de propósito ou por incapacidade de direcionar o trabalho.

Em alguns casos, a resposta é a segunda opção, já que qualidade sonora não é lá essas coisas.

O (The Sounds of) Kaleidoscope vai nessa mesma onda, e creio que não poderia ser diferente com um nome como esse, mas nesse caso, o resultado é satisfatório.

Esses americanos passeiam por vertentes que mesclam doses de shoegaze, com um pop “psicodélico”, numa aura 90´s que remete a nomes como Ride ou My Blood Valentine, ou seja, com uma poesia melódica dos britânicos.

Um som interessante, no mínimo.

Conheçam no The Sounds Of Kaleidoscope no MySpace

 

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