terça-feira, 29 de março de 2011

…e a mulher surgiu!

ADELE – “21”

imageO seu primeiro álbum, 19, era bem sugestivo no título. Um momento de ruptura, (para alguns saindo da adolescência para a fase adulta). No caso de Adele, se posicionando entre as musas da música britânica com um estilo híbrido – nem tanto ao soul, nem tanto ao pop, “in between”.

Curiosamente, seu segundo álbum segue uma linha cronológica no nome, cá vivemos 21. E, também é um nome sugestivo, pois marca a maior idade, a mulher aparece!

E, como!!! Sua voz está mais forte, mais marcante. Suas canções estão mais intensas melodicamente. As letras transitam na mesma temática, mas percebe-se o “amadurecimento do tempo”.

Adele 21 promete e nos deixa na expectativa dos anos vindouros.

Adele no MySpace

sábado, 26 de março de 2011

Japonesa de Nova York

ASOBI ASEKU - “Hush”

imageAsobi Seksu é o nome da banda. A voz por trás dela é Yuki Chikudate.

Tudo leva a crer em algo oriental demais, mas não o é. O lado oriental para nos nomes e em algumas letras cantadas em japonês, já a sonoridade vai totalmente na linha do dreampop/shoegaze britânico.

Hush está mais para Lush do que para My Bloody Valentine, ou se preferir algo mais atual, pense em School of Seven Bells, resumindo… uma sonoridade tranquila, uma voz doce e guitarras viajantes.

Quando bater aquela sensação de “não sei o que ouvir hoje”, aqui está uma boa opção… Asobi Seksu.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Eletrônica Francesa

REMAIN – Ralph/Digression EP

imageUma coisa leva à outra, mas necessariamente na mesma direção. Bem, um link aqui e outro ali, foi assim que descobri a Meant Records e, à partir deste selo, Remain.

Pelo que entendi, Remain é um projeto solo que viaja na praia eletrônica, que não é a minha praia, sempre digo isso, mas que me surpreende às vezes com sonoridades interessantes.

E, este é um caso de Remain. Seu EP Ralph/Digression traz aquela atmosfera repetitiva clássica do estilo recheada com detalhes sonoros (sussurros, efeitos, batidas) que nos colocam numa viagem rumo ao misterioso.

Vale a pena ao menos conferir no MySpace.

 

quinta-feira, 24 de março de 2011

O mundo gira, mas cai sempre no mesmo lugar.

WARPAINT - “The Fool”

frontNo mundo atual, com tantas opções internéticas para se falar de música, ainda tenho a satisfação de ver que algumas referências permanecem importantes e relevantes.

É o caso do selo Rough Trade (conhecido por ter lançado The Smiths nos anos 80), que está por trás do lançamento desta banda americana (ainda fico surpreso quando algo assim surge nos EUA), somente de garotas vindas de Los Angeles.

Warpaint se envereda no lado soturno do pós-punk + o lado melódico e hipnótico do dream pop britânico dos anos 90.

As quatro garotas (Emily Kokal, Theresa Wayman, Jenny Lee Londberg e Stella Mozgawa) mostram toda a sua personalidade nesse debut que merece toda sua atenção!

Ouçam e conheçam no Warpaint no MySpace ou no Warpaint Official Site.

 

O que mais se poderia esperar

CITY OF SATELLITES - “Animal is my Machine”imageEsse é mais um daqueles casos em que o nome da banda vem primeiro e, à partir dele, vai se descobrir do que se trata. E a descoberta foi maravilhosa. A sonoridade desta banda evoca os mais belos sonhos. Sim, acreditem!!!

City of Satellites é um duo australiano que resgata a essência do dreampop/shoegaze com a cadência melódica no auge da sensibilidade, enquanto que a sonoridade ruidosa inerente a esse estilo mantém-se sob controle.

O resultado é um álbum para ser ouvido do começo ao fim, como numa viagem inebriante, envolvente, melancólica, mas extremamente agradável.

Acesse Amor Louco e comece agora sua viagem ou conheçam mais sobre a banda no City of Satellites Official Site.

BMX by City of Satellites from City of Satellites on Vimeo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Há tempos…

MEL AZUL

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Mel Azul é um tanto quanto complexo de descrever, porém nada complexo de escutar.

Trata-se de um projeto paralelo do baterista da banda Garotas Suecas que se envereda num mix de jazz e blues fortemente condimentado por uma vibe psicodélica, swing e muito groove.

Com baixos bem pronunciados e guitarras viajantes e até desconexas, as músicas são extensas, mas não pensem que são enfadonhas, elas são hipnóticamente agradáveis.

Há tempos não ouvia algo fora das minhas referências preferidas do indie-pop que me agradasse tanto.

Ficou curioso por ouvi-los? E, por vê-los? Se sim, aproveite que o Mel Azul tocará ao vivo no Clube Berlin, no dia 19/03.

Já vá esquentando os ouvidos pelo MySpace.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Kate Nash ao vivo no HSBC Brasil

Outro dia, conversando com um amigo sobre o primeiro álbum da Kate Nash, ele me disse “vou ouvi-la quando ela crescer um pouco mais”.

Ele deveria ter visto o show da Kate Nash hoje no HSBC Brasil em São Paulo.

Se alguém, como eu, esperava um show meigo, calmo, quase juvenil ou se decepcionou ou se surpreendeu. Eu fiquei no segundo grupo.

Ela mais que cresceu, ela realmente surpreendeu.

Sua apresentação foi cheia de energia, vibrante e intensa, fugindo da “menininha” que ouvimos em seus álbuns.

Miss Kate Nash foi de uma simpatia sem igual. Envolvente, comunicativa e extasiada (a platéia também a surpreendeu), ela dominou o palco como “gente grande”. Suas canções ganharam corpo na versão ao vivo que só um talento poderia fazer. E talento ela mostrou que tem de sobra, ao piano, com violão e guitarra e na voz forte e limpa.

Há que ressaltar também duas outras peças fundamentais que transformaram essa apresentação num verdadeiro show: os músicos (com destaque para o baixista e o baterista) e o jogo de luzes, perfeitamente sincronizado e de muito bom gosto.

Kate Nash chegou “artista-menina”, mas sai do palco como “cantora-mulher”…e que venham mais álbuns e mais shows.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um raro talento americano

R.E.M - “Perfect Square”

1071637_4O meu presente de natal para mim mesmo foi esse DVD, mas eu diria que foi como um presente de amigo secreto, já que não tinha nenhuma referência deste show.

Assisti, felizmente, R.E.M no Brasil. Um show memorável! Porém, esse DVD foi escolhido sem uma predileção específica. O que me chamou a atenção foi que parte das músicas havia sido escolhida pelos fans através do site da banda.

E que presente natal!!!

Perfect Square não é um show. É mais do que isso. É cativante, é envolvente, é maravilhoso!

Michael Stipe hipnotiza a platéia com sua performance de palco e seu carisma.

A banda passa por clássicos de anos e anos atrás com o mesmo vigor e satisfação do momento da criação destas faixas.

E a platéia percebe, reconhece e valoriza tudo isso.

Perfect Square é uma prova de que há salvação musical na terra do Tio Sam.

sábado, 18 de dezembro de 2010

The Black Keys

THE BLACK KEYS - “Brothers”

imageSe me comentassem sobre essa banda, digo, de uma maneira comum, falando de suas referências, não ficaria tão tentado a ouvi-los.

Felizmente, não ouvi ninguém falar nada à respeito. Ouvi a própria banda, mais especificamente, o mais recente álbum Brothers. E, só posso dizer, que fantástico!

The Black Keys é uma dupla que vem de Ohio e caminham por influências do blues-rock e do garage-rock com uma pitada indie.

Um ou outro detalhe de uma ou outra faixa pode até lembrar White Stripes, mas digo que esses caras aqui tem mais conteúdo e são menos “pop” (não que seja mal o White Stripes ser assim, pelo contrário).

O Black Keys está na estrada desde 2001 e já lançaram 6 álbuns.

Com relação ao Brothers, não deixe de ouvi-lo.

Conheça mais no The Black Keys Official Site ou ouçam no The Black Keys no MySpace

sábado, 4 de dezembro de 2010

Suavidade Sueca

THE LOVEABLE TULIPS

image Pouca informação oficial, mas muito o que falar. The Loveable Tulips, pelo que vi, é um duo feminino da Suécia.

Aliás, procurei em outros blogs para “captar” algumas informações adicionais, porém as citações foram as mesmas… no data!

De qualquer maneira, vale a pena conhecer a sonoridade indie-alternativa dessas garotas que completam suas canções com vocais belíssimos e melodias suaves e intimistas.

Ouçam e se encantem no The Loveable Tulips no MySpace

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