quarta-feira, 27 de abril de 2011

Se Depeche Mode surgisse hoje

VIVA CITY - “Phobia”

imageOs ingleses quando se enveredam para o lado do eletrônico é, quase sempre, sinal de bons resultados. Basta ver as referências que estão aí para não me deixar mentir: Depeche Mode, 808 State, Future Sound of London, Chemical Brothers e por aí vai.

E a teoria continua valendo, desta vez, com esses caras de Newcastle e o seu Viva City. Descobri essa banda pela revista Noize (a qual recomendo), porém procurando por maiores informações não obtive muita coisa.

O que posso dizer é, ouçam, conheçam, mas muito cuidado, você pode ficar viciado.

Viva City Official Site

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nada escapa ao poder da net!

DAVID BOWIE - “Toy”

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Se você procurar na discografia oficial de David Bowie vai descobrir que o último álbum lançado por esse ícone da música foi Reality de 2003. E vai descobrir também que nada consta sobre um álbum chamado Toy. Mas ele está aí! Existe e traz quatorze faixas ao estilo clássico de Bowie com elementos indie “adult” rocker, se assim posso dizer (esse álbum traz, por exemplo as regravações de “Liza Jane”, seu primeiro single de 1964, “In The Heat of The Morning” e “Shadow Man”).

O álbum existe, foi gravado, porém nunca lançado. Segundo o jornal britânico The Guardian, Toy estava com lançamento previsto para 2002, mas devido a um briga judicial com a gravadora o álbum ficou arquivado por tempo indeterminado. Mas, nada escapa as garras insaciáveis da net e eis que de repente o álbum caiu na rede e aí todos sabemos o resto da história.

Vale a pena procurar por ele e, desde já, agradeço ao Sir David Bowie por mais essa pérola.

Está lá, mas meio escondido…

ARCADE FIRE - “The Suburbs”

imageO primeiro álbum do Arcade Fire veio para mostrar a que veio essa banda canadense. Uma sonoridade peculiar, intensa, melancólica, e de uma beleza sem igual.

Funeral foi tão arrebatador que cativou ninguém menos que David Bowie (veja o vídeo da belíssima “Wake up”). Ai veio o Neon Bible, outro passeio pelas singularidades obscuras do Arcade Fire, reforçando a personalidade da banda.

Por fim, veio The Suburbs, seu terceiro álbum lançado no ano passado. E aí, você totalmente conectado àquele Arcade Fire foi arrebatado por uma surpresa desconfortável.

Sim, porque o Arcade Fire do album The Suburbs amenizou a angústia que antes pairava em faixas como “My body is a Cage”, e trouxe uma suavidade “mais indie rock” para suas faixas. Ainda assim, uma banda com tal DNA não perde o ritmo e a essência e a personalidade do Arcade Fire estão lá também, primorosamente latente em faixas como “Half Light II” e “Sprawl II”.

O Arcade Fire do álbum The Suburbs pode “assustar” num primeiro momento, mas não se deixe enganar, pois nem sempre a primeira impressão é a que fica….ainda bem!

Arcade Fire Official Site

Arcade Fire no MySpace

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nem tudo que reluz é ouro…

GABRIELLA CILMI - “Ten”

Cov Gabriella Cilmi havia me conquistado com seu primeiro álbum, mais precisamente, com duas de suas faixas “Sweet about me” e “Cigarretes and Lies”.

Ambas numa vibe meio soul-meio pop, fonte na qual muitas musas vem bebendo e se dando bem, e tudo parecia caminhar para mais uma daquelas vozes a marcar seu território nessa praia.

Mas eis que vem o segundo álbum desta australiana, Ten, e aí tudo se esvai entre os dedos.

O tiro saiu tão pela culatra que a única faixa “decente” do álbum é um remix de…tchan tchan tchan…”Sweet about me” e que ficou péssimo.

Não que o artista precise se prender às suas influências eternamente. Sinta-se à vontade de caminhar por quaisquer caminhos, porém sair da água para o vinho e se dar bem requer talento e ousadia, o que não tem no álbum Ten, que fica numa sonoridade dançante com influências synth-pop e que cai numa vala muito, mas muito comum.

Tudo o que Gabriella conquistou de atenção e diferencial no álbum anterior, jogou por água abaixo nesse. Quem sabe ela não quer atrair outros públicos…será você?

Gabriella Cilmi Official Site

Gabriella Cilmi no MySpace

Os suecos são felizes!

THOSE DANCING DAYS - “Daydreams and Nightmares”

those dancing days_daydreams & nightmaresEm 2009 tive o prazer de vê-las ao vivo no festival Invasão Sueca promovido pelo SESC Pompeia. Garotinhas felizes e encantadas com a repercussão do seu sucesso em terras brasileiras mostrando um talento incrível ao vivo (principalmente a vocalista Linnea Jönsson).

Dois anos depois aquela “vibe teen” tão presente no álbum In Our Space Hero Suits migrou para uma forte essência dos anos 80. Essência captada de maneira evidente em referências do pós-punk (aliás na faixa “Can´t Find Entrance” os teclados remetem diretamente a Echo and The Bunnymen) mesclando momentos mais “obscuros” e mais dançantes, mas sempre com melodias encantadoras.

Daydreams and Nightmares mostra a transformação das pós-adolescentes suecas. Reforça que os anos 80 ainda tem muito a oferecer para a nova trupe de bandas e que muita, mas muita coisa boa pode vir desta mescla de gerações.

Those Dancing Days no MySpace

Those Dancing Days Official Site

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Estilo Inconfundível

RADIOHEAD - “The Kings of Limbs”

CovEles começaram, lá atrás, com “Creep” e entraram no mundo do Indie Rock/Britpop de maneira até discreta, eu diria. Os álbuns seguintes trouxeram maior robustez sonora, ainda sem grandes particularidades, mas Radiohead foi angariando mais fãs. Até o dia em que vivenciamos um divisor de águas – o álbum OK Computer.

De lá pra cá, o Radiohead passou por uma metamorfose “Kafkaniana” irreversível. Transformação pela qual os super heróis, como Homem-Aranha, por exemplo, passam. Nunca mais serão os mesmos e para sempre levaram consigo os efeitos destas mudanças.

A evolução leva a aprimoramentos, ao controle dos “novos poderes” e também novas descobertas (Hail to the Thief e In Rainbows  estão aí para provar isso) e consolidam um estilo único.

E isso vale tanto para os super heróis como para Radiohead, pois essa banda inglesa hoje ja não mais pertence a um estilo delimitado no qual outras bandas fazem parte. Eles criaram o “estilo Radiohead”.

Ja não é mais possível enquadrá-los em nomenclaturas existentes. Eles dividiram as águas do mundo do rock com um estilo próprio, único e inconfundível.

O seu mais novo álbum, The King of Limbs, é a prova cabal desse movimento. Percorrendo as faixas deste novo álbum vemos que “Fake Plastic Trees”, por exemplo, faz parte de um passado com o qual a banda perdeu conexão, ou melhor, perdeu a sua percepção de existência, mas não perdeu a sua capacidade de surpreender, sua sensibilidade sonora (ainda que dissonante para alguns). Não perdeu os “poderes” de um lançar um grande álbum.

Assim como Björk (que também desenvolveu um estilo próprio), Radiohead entra, definitivamente com The King of Limbs, para um grupo de bandas onde só ha duas situações possíveis: ou você a ama ou você a odeia.

Já decidiu?

Radiohead Official Site

Radiohead no MySpace

 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Death Cab for Cutie vem aí

DEATH CAB FOR CUTIE - “You Are a Tourist”

image O novo álbum do Death Cab for Cutie está saindo do forno. Com exceção do single “You are a Tourist”, o qual já está no MySpace da banda, ainda não ouvi nada, porém pelo que esse single revelou, a sonoridade indie está mais trabalhada, suave, apresentando uma sonoridade bem interessante.

Que venha o novo álbum, e espero, mais faixas ao estilo deste single.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Trip - Pop

IVY - “Long Distance”

imageO Adult-Pop ficou, mais ou menos conhecido como um estilo musical que integra desde o Trip Hop mais exacerbado do Massive Attack ou Sneaker Pimps até o Pop ao estilo de Dido.

Ivy,esse trio de Nova York, navega nessa área. Não chega tão longe quanto a galera primeira turma. Fica mais próximo da segunda turma, ou seja, um indie pop com batidas trip hop. Ao menos é o que se ouve no seu álbum Long Distance.

Na verdade esse álbum tem momentos bem interessantes, tanto pela cadência como pela voz de Dominique Durand (embora sua voz não seja, digamos, inconfundível). Porém, há momentos de “oscilação” no álbum, como se a banda perdesse um pouco o tom em uma ou outra faixa, mas que fique claro, nada que desabone.

Ouçam Ivy no MySpace

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dean & Britta ao vivo no Sesc Pompeia

Em meio a aridez de São Paulo e dos ocorridos macabros que permeiam as notícias de jornal, um oasis sublime e intenso se abre na cidade.

Na verdade se abriu por duas horas, mais precisamente, no SESC Pompeia na excelente apresentação da banda Dean & Britta.

Esse foi um daqueles shows que você diz, olhando para o alto “agradeço por estar aqui”.

A dupla americana Dean Wareham and Britta Philips veio apresentar o seu excelente álbum 13 Most Beautiful Songs for Andy Warhol´s Screen Test.

O show não foi apenas musical, foi visual também. No telão, as cenas, eu diria os retratos em vídeo de personalidades ou anônimos que passaram pelos estúdios de Warhol entre 1964 e 1966. E aqui, um parênteses. As canções foram compostas exclusivamente para esses vídeos por Dean & Britta à pedido do Andy Warhol Museum.

O resultado foi uma enxurrada de sentimentos e sensações. Um delírio interior, intimista, regado com uma melodia dócil e envolvente que nos transportou por uma bela viagem pessoal e intransferível.

Dean & Britta ainda fizeram um bis com duas canções além das 13 faixas do álbum e mantiveram a simpatia até fora do palco, conversando com todos e autografando os cds, dvds, livros e posters adquiridos pela platéia na saída do show.

Para aumentar a sensação de “deveria ter ido”, veja o vídeo de uma das mais belas canções deste álbum que fez parte deste espetáculo (e se você quiser amenizar essa sensação, adquira o DVD com os 13 vídeos e canções). E, agora algumas imagens do show.

DETALHES DO PALCO 

01     02 03 04 05 06 07 08 10 11DEAN & BRITTA EM AÇÃO 

20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 37a 38 39 39a 40 41 42 43 44 45 A DUPLA AO FINAL DO SHOW.

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O PLAYLIST

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Contato: ricardo.brandao@uol.com.br

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