quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
A surpresa do esperado
terça-feira, 30 de junho de 2015
O que um posto de gasolina pode revelar?
ARCTIC MONKEYS - "I Tunes Festival - 2013"
domingo, 14 de junho de 2015
Festival de Blues & Jazz - Parque Burle Marx
Nuno Mindelis
Ana Carolina
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Esqueça o trocadilho
ZAZ – “Recto Verso”
ZAZ rapidamente me remeteu à Yazoo. Não pela sonoridade, mas creio que pela letra “Z”… enfim viagens linguísticas à parte, o primeiro ponto ZAZ em nada tem a ver com Yazoo.
Uma é inglês, anos 80, tecno pop, sucesso nas pistas daquela década.
A outra é francesa, cujo álbum Recto Verso foi lançado em 2013 e traz uma variedade entre um adult pop, intimista e envolvente, ainda mais sendo cantado em francês, e elementos mais “alegres” de uma sonoridade clássica do cabaret (mas só elementos, ok?), o que vem acontecendo com muitos músicos de uns tempos pra cá.
O resultado, já esperado, é um álbum muito, muito agradável, convidativo a audição do início ao fim.
Um daqueles exemplos de desconhecimento pelo nome (para alguns, ao menos!), mas familiaridade aos ouvidos.
Zaz pode não ser uma referência para o seu estilo, como Yazoo o foi nas pistas alternativas dos anos 80, mas certamente já será um clássico no seu playlist.
Ouça ZAZ - http://www.rdio.com/artist/ZAZ/album/Recto_Verso_1/
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Dor Porteña
Conheça mais Gotan Project
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Uma nova forma de ouvir Rolling Stones
BOSSA N´ STONES
Rolling Stones traziam, desde os primórdios da banda, algo “lascivo” em suas canções, ainda mais se comparado aos “Garotos de Liverpool”. E assim sempre foi o rock and roll iniciando com Elvis “ The Pelvis” Presley.
Clássicos como Angie, Harlem Suffle ou Ruby Tuesday traziam a mescla perfeita da rebeldia sonora do rock, o instigante da transgressão juvenil, a sensualidade exacerbada da adolescencia que prosseguiu e seguiu a todos…e continua seguindo.
Agora, imaginem que fosse possivel extrair o lado “Rock and Roll” dessas faixas, elevando a enésima potência todos os demais atributos citados acima. Bem, meus caros, não é necessário imaginar. Isso é possível ouvir e se deixar levar através do álbum Bossa n´ Stones.
Esse álbum é uma compilação de clássicos dos Rolling Stones numa releitura elaborada por diversas bandas que passeiam por um caminho diferente das versões originais, mas não menos instigante.
Bossa n´ Stones passa pela Bossa sim, mas não aquela de referências moribundas e depressivas que tanto marcam esse estilo. É uma Bossa numa nova roupagem turbinada por Eletro Jazz, Chill Out, Drum n´ Bass excitando seus ouvidos.
E por falar em “roupagem”… a capa do álbum já diz muito bem a que veio.
Confira!
terça-feira, 12 de agosto de 2014
O encontro dos Gênios
WYNTON MARSALIS & ERIC CLAPTON – “Play the Blues”
O que acontece quando dois gênios se encontram?
Bem, a resposta óbvia é…depende!
Claro que depende!
Depende de quais gênios estamos falando. Depende o que esses gênios fazem. Depende da “sintonia” entre esses gênios…e assim vai.

Pois bem, no caso do gênio Wynton Marsalis e do gênio Eric Clapton…. a resposta também é óbvia… os dois juntos fazem um verdadeiro espetáculo!
E isso pode ser comprovado e apreciado através do álbum e DVD Play the Blues gravado ao vivo no Lincoln Center e que traz uma energia, uma vibe totalmente cativante do início ao fim.
Wynton Marsalis traz seu trompete vibrante, intenso, melódico e cheio de groove.
Eric Clapton traz a sua guitarra suave, discreta, perfeitamente bem colocada compondo o “pano de fundo” perfeito para uma sonoridade que servirá de companheira.
Vale ressaltar que, mesmos os gênios, não realizam suas maravilhas sozinhos. E assim também ocorre em Play the Blues, onde Wynton Marsalis e Eric Clapton tem o apoio de uma banda que já mostra a que veio na primeira faixa, exalando um jazz em cada um dos instrumentos de maneira magistral…. a altura dos gênios… dos grandes gênios.
domingo, 22 de junho de 2014
Reveja seus conceitos
Se a palavra Soul te remete a um estilo musical "moroso" e com baixa "energia"... você precisa rever seus conceitos musicais e conhecer Ben l'Oncle Soul.
E se pra você cover é reprodução de uma música alheia de quem não tem criatividade... uma vez mais você precisa ampliar suas referências e ouvir Ben l'Oncle Soul.
Em seu álbum homônimo esse Francês, nascido Benjamin Duterde, trabalha essas duas referências com maestria.
Ele abre álbum com um cover de “Seven Nation Army” do White Stripes que consegue manter a energia da versão original, mas numa vibe sonora totalmente distinta e cheia de personalidade.
A guitarra intensa do White Stripes abre caminho para um contrabaixo pronunciado, o qual em conjunto com a bateria bem marcada garantem um swing fantástico.
Mas isso é apenas a primeira faixa. Na sequência Ben consegue transgredir outra máxima. .. a do idioma francês. Com sua voz intensa, porém melódica vai passando faixa por faixa numa viagem musical com swing, melodia e uma musicalidade que cabe bem naqueles momentos especiais.
Aos puristas de plantão, por outro lado, um aviso... aceitem o lado "pop" que messieur Duterde lhe oferece, pois não compromete em nada a essência musical desse álbum. pelo contrário, nos garante um passeio agradável com o conforto e a segurança que somente algo "familiar" pode nos proporcionar.
Ouçam e confiram Ben L´Oncle Soul
domingo, 1 de junho de 2014
Eletro Trip
É eletrônico, mas não é assim… dançante.
É pop, mas não é assim… popular.
Assim podemos começar descrevendo a sonoridade, incrivelmente, envolvente do duo Synth-Pop canadense Purity Ring.
Lançado pelo selo 4AD… e diga-se de passagem não poderia ter sido lançado por outro, o próprio site da 4AD comenta “Purity Ring faz canções de ninar para as pistas de dança (Purity Ring make lullabies for the club)”.
E essa não poderia ser a melhor síntese do trabalho de Corin Roddick e Megan James nesse debut lançado em 2012.
De um lado a sonoridade leve, onírica, sofisticada nos envolve num “abraço sonoro” sutil, aconchegante e
nos conduz a uma viagem prazerosa entre teclados, samplers e batidas que fazem um papel, eu diria, secundário para uma banda de eletrônico, mas que cai como uma luva para os vocais de Megan.
Com uma voz que traz uma simbiose entre a inocência e o encanto de uma criança e lado lúdico e a sutileza do mundo dos sonhos, Megan nos conduz por uma trilha que, quando menos esperamos, traz motivos e sensações lúgubres, levemente assustadoras, porém suavemente encantadoras.
Se você já leu Sandman, o clássico dos quadrinhos adultos criado por Neil Gaiman, consegue entender,
perfeitamente, o que esse mix antagônico de sensações significa. E eu até diria que Purity Ring seria a trilha sonora perfeita para uma versão cinematográfica de Sandman.
É doce… mas assustador.
É pop… mas alternativo.
É inocente… mas profundo.
É complexo… mas muito prazeroso… afinal quem disse que o mundo dos sonhos tem ordem!
Viagem com Purity Ring.
sábado, 24 de maio de 2014
Até a segunda faixa
Certa vez ouvi que Foster The People era uma das melhores bandas do mundo.
Nem é necessário dizer que eu jamais cometeria tal heresia, porém ao ouvir o álbum de estréia dos caras – Torches – até imaginei que seria surpreendido…e o fui… até a segunda faixa… literalmente.
A primeira, abre bem o álbum. A segunda trouxe uma vibe bem bacana. Mas, a partir daí o álbum entra no vazio.
Uma mesmice… um placebo… efeito zero.
Faixa após faixa o álbum foi sendo mantido numa linha sonora não contamina, não movimenta, não motiva.
Perde a essência das duas primeiras faixas e não transmite nada de interessante.
Ainda se Torches se limitasse as faixas “Helena Beat” e “Pumped up Kicks”, Foster The People não iria figurar entre as melhores bandas do mundo…. até porque as melhores bandas nunca param na faixa 2.
Foster The People Official Site
























